
Prémios António Almeida Henriques são entregues a 3 de junho em Lisboa
Que “o território pode ser menos assimétrico” através da aposta “na inteligência urbana” era algo em que o antigo autarca de Viseu, António Almeida Henriques, acreditava e que hoje se assume como uma premissa para o desenvolvimento dos territórios. Este legado de António Almeida Henriques, cuja visão esteve alinhada com a “inovação e o progresso das cidades”, inspira, em 2023, a criação dos Prémios Portugal Smart Cities com o seu nome, para reconhecer “boas práticas, inovação tecnológica e impacto real na vida das comunidades urbanas”.
E, assim, “distinguir e valorizar os projectos que contribuem ativamente para a construção de cidades mais inteligentes, sustentáveis, inclusivas e conectadas”, passam a ser os principais pilares para prémios que reconhecem os municípios “enquanto agentes promotores de projetos e iniciativas”, mas também “as empresas e outras entidades que desempenham um papel fundamental na solução, desenvolvimento e implementação” desses projetos ou ações.
Recorde-se que em 2019, com António Almeida Henriques vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses e responsável pela Secção das Smart Cities, foi apresentado um documento com 30 propostas de promoção da inteligência urbana em Portugal divididas por cinco áreas temáticas: identidade, capital humano, infraestruturas, conectividade e dados que deviam integrar o Quadro Comunitário 2030.
A aposta na “cultura e tradição para potenciar o “desenvolvimento económico inclusivo”, a inclusão de medidas propostas pelos cidadãos na governação dos territórios, a criação de laboratórios vivos e incubadoras, a partilha de boas práticas, a sensorização do território, o investimento em infra-estruturas sustentáveis, o acesso “integral” do território nacional à Internet, a promoção do uso de dados abertos e a garantia da privacidade e da utilização ética dos dados recolhidos são algumas dessas 30 propostas apresentadas na altura pela ANMP e pelo NOVA Cidade Urban Analytics Lab para promover a inteligência urbana em Portugal.
Preparar as cidades para os desafios que já são de hoje
E, ao premiar projetos que promovem a mobilidade inteligente e a digitalização, a inovação social e a neutralidade carbónica, os espaços públicos e a reabilitação urbana sustentável e inteligente e os espaços públicos, estes prémios incentivam “a adoção de soluções que tornam as cidades portuguesas mais preparadas para os desafios, ditos do futuro, mas que já fazem parte do dia a dia dos cidadãos”. Assim como, procuram contibuir para uma “maior aproximação e colaboração entre o setor público, privado e a sociedade civil, incentivando novas parcerias, investimento e desenvolvimento de soluções que beneficiam os cidadãos e potenciam o crescimento sustentável das cidades”.
Esta terceira edição dos Prémios Almeida Henriques, que serão entregues dia 3 de junho, na FIL – Parque das Nações, durante o Portugal Smart Cities Summit, vai reconhecer os projetos que estão a transformar as cidades em espaços mais inteligentes, sustentáveis e inovadores.
Para Ana Quartin, gestora do evento, “estes prémios assumem um papel estratégico ao reconhecer projetos que elevam a qualidade de vida nas cidades, valorizando o envolvimento ativo dos municípios como motores da transformação urbana”. Mas não só. Para a mesma responsável, estes prémios destacam, igualmente, o “papel fundamental das empresas na criação e implementação de soluções tecnológicas e sustentáveis, promovendo sinergias que podem servir de inspiração para outras regiões e acelerar a transição para cidades verdadeiramente inteligentes”.
E hoje é o último dia para a apresentação das candidaturas que devem ser submetidas em https://portugalsmartcities.fil.pt. A avaliação será feita por um júri presidido por Miguel de Castro Neto, diretor da NOVA IMS, e inclui especialistas de referência na área das Smart Cities.







