
"Temos de honrar o emblema que carregamos ao peito"
O treinador do Académico de Viseu deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, que se vai realizar a partir das 14h00 no Estádio do Fontelo, frente ao Torreense.
Sérgio Vieira, técnico dos viriatos, sublinhou a importância de manter o foco até ao último segundo da temporada, abordando os momentos difíceis da época e assumiu que, apesar das frustrações recentes, a equipa continua empenhada em lutar pelos seus objetivos. “Nós não temos uma bola de cristal para adivinhar o futuro. Sabemos que as equipas à nossa frente vão perder pontos, porque a história da Liga 2 mostra isso, mas a questão não são eles. A questão somos nós”, realçou.
O treinador fez questão de destacar os pontos perdidos em jogos recentes e apontou a necessidade de uma maior consistência, algo que não aconteceu nos “empates com o Benfica B, com o Alverca, entre outros, e os dois pontos que que a equipa deixou em Matosinhos e que se tivesse acontecido a necessária consistência estaríamos noutra posição”, salientou, acrescentando que “temos de continuar como verdadeiros vencedores, mesmo na derrota". Quem não deita a toalha ao chão são os que verdadeiramente vencem no fim”, afirmou.
Ainda sobre o empate em Leixões, lamentou que a equipa não tenha conseguido manter os níveis exibidos da primeira parte, vincando que “não podem ser só os 45 minutos como foi no jogo”. Recorda ainda que "estávamos a ganhar e não conseguimos manter os índices que tivemos no início" e que "as lesões do Igor e do André Almeida, jogadores fundamentais na nossa estabilidade, também não ajudaram”.
Sérgio Vieira abordou ainda o lado emocional da equipa e a capacidade de reagir, lembrando que “perder pontos e a oportunidade de dar alegrias aos nossos adeptos, é uma coisa que dói muito”. No entanto o técnico referiu a necessidade “de saber fazer o luto e rapidamente olhar para o adversário seguinte, porque enquanto houver vida, há esperança”, recordando que, frente ao Torreense, “a equipa tem agora a oportunidade de alcançar um adversário direto e desse modo aproveitar para dar uma imagem de mais e melhor”.
O treinador destacou também a importância da estabilidade tática e humana, afetada por lesões e castigos recentes, porque “a alternância tira rotinas e cumplicidade”, lamentando “a perda do André Almeida, do Igor Milioransa devido a leões e, agora, o Henrique Gomes, por castigo, porque são jogadores que estabilizaram a equipa”. “Ainda assim, não vamos usar isso como desculpa porque todos são capazes, por ser uma questão de foco e ambição”, justificou.
Teve ainda tempo de terminar com uma mensagem de compromisso, dizendo que "temos de honrar o emblema que carregamos ao peito". Este clube tem história, tem um projeto, tem ambições. E eu, como líder, não posso deixar cair esse espírito. Até ao último segundo, vamos lutar”, sublinha.
O confronto deste sábado, entre Académico de Viseu e Torreense, vai ter como árbitro Luís Filipe, da AF Lisboa, e na vídeo-arbitragem Vasco Santos, da AF Porto.








