
Contas do Município de Mortágua já foram aprovadas
A Câmara Municipal de Mortágua já aprovou os documentos das contas relativas ao ano de 2024.
Na sessão foi comunicado que a autarquia apresentou um prazo médio de pagamento aos fornecedores de quatro dias, um dos mais baixos a nível nacional. Este prazo, recorda o município, é calculado pela Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), constituindo “um indicador de solidez financeira do município e da sua capacidade de honrar os compromissos em tempo útil”.
As contas apresentam ainda um saldo de gerência positivo de cerca de 3,5 milhões de euros, que vai permitir apoiar a execução de investimentos da maior importância para o futuro do concelho como a ampliação do parque industrial, a criação do parque público de habitação e a requalificação dos sistemas de tratamento de águas residuais.
“Estamos satisfeitos com o balanço final de 2024 quer em termos de prestação de contas quer da execução do plano de atividades. Executámos obra, lançámos projetos e bases para o futuro, mesmo enfrentando uma conjuntura difícil, como o nível alto de inflação, com reflexos no preço dos bens e serviços, e das empreitadas, e os custos da energia”, destaca o presidente da câmara, Ricardo Pardal.
O autarca refere ainda a transferência de competências na área da educação, saúde e ação social que implicaram a contratação de mais recursos humanos, o aumento dos custos decorrentes das atualizações salariais, nomeadamente por via do salário mínimo nacional e das progressões de carreira, do aumento das contribuições para a Segurança Social, além do investimento na Proteção Civil, o que se traduziu no aumento dos encargos com pessoal.
Quanto ao facto do resultado líquido do exercício ser negativo, Ricardo Pardal explica que se deve à aplicação das novas regras do sistema de normalização contabilística, não tendo qualquer relação com o desempenho económico-financeiro da autarquia. “Em três anos reduzimos esse resultado negativo para 1/3 e podíamos anulá-lo a qualquer momento, mas o objetivo da gestão municipal não é dar lucro, é responder às necessidades das pessoas, é promover o desenvolvimento do território e a qualidade de vida das pessoas”, adianta.
Em jeito de balanço, o presidente destaca ainda que “fizemos obra, pagámos a tempo e horas, e sem aumentar impostos e taxas municipais, mantendo uma política de apoio às famílias e às empresas”, sendo que “no IRS são 362 mil euros que nós deixamos ao dispor das famílias pela não cobrança da participação do Município nesse imposto”.
A única receita de imposto municipal que subiu foi a derrama, refletindo de forma positiva “o dinamismo das empresas do concelho em termos da sua produtividade e aumento do volume de negócios”, sublinhou.
O presidente da câmara garante ainda a continuação de uma trajetória de gestão responsável e rigorosa, que garanta o equilíbrio financeiro e a concretização de projetos que terão impacto positivo no desenvolvimento do concelho, na atratividade e na qualidade de vida das pessoas.







