Há viagens que nunca deveriam terminar. Há dias em que o desporto nos lembra a sua face mais dura
Porque é isso que o desporto deveria ser: um lugar de encontro, de amizade, de crescimento e de sonhos. Mas, por vezes, a vida interrompe aquilo que parecia impossível interromper.
Hoje, o coração da família desportiva está mais pesado. Uma jovem vida partiu demasiado cedo. Um atleta que levava consigo sonhos, sorrisos, desafios e um caminho ainda por percorrer. Um filho, um amigo, um companheiro de equipa que deixará uma ausência impossível de preencher.
Neste momento de profunda tristeza, os resultados deixam de importar. As classificações deixam de existir. Os troféus perdem significado. Fica apenas aquilo que realmente conta: as pessoas.
Ficam os abraços partilhados nos balneários, as viagens feitas em grupo, as brincadeiras antes dos treinos, os momentos de superação e os laços que o desporto cria para a vida.
A toda a família, colegas, treinadores, dirigentes e amigos do Póvoa de Santo Adrião Atlético Clube, deixo uma palavra de solidariedade e de carinho.
E aos atletas e restantes intervenientes que ficaram feridos, desejo uma recuperação rápida e completa. Que a memória deste jovem atleta permaneça viva em cada treino, em cada jogo e em cada gesto de companheirismo. Porque há pessoas que partem cedo demais, mas deixam marcas que o tempo nunca conseguirá apagar.
Hoje não há cores clubísticas, modalidades ou rivalidades. Hoje somos apenas uma grande família unida pela dor, pelo respeito e pela gratidão de termos conhecido alguém que fez parte desta caminhada.





