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Donald Trump ameaça com novos ataques para controlar petróleo iraniano

A recente escalada surge após um helicóptero norte-americano ter sido abatido enquanto operava junto ao estreito de Ormuz

O Presidente norte-americano ameaçou hoje que os Estados Unidos vão voltar a atacar o Irão “com muita força” esta noite e assumiu que quer controlar os mercados de petróleo e gás, tal como na Venezuela.

“Os Estados Unidos vão atacar o Irão (cuja Marinha, Força Aérea, radares, defesas antiaéreas e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte da sua capacidade ofensiva, já desapareceram!) com toda a força esta noite”, escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

Além destes ataques, o republicano ameaçou tomar “num futuro não muito distante” a “ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controlo total dos seus mercados de petróleo e gás”, tal como fez na Venezuela e que está, segundo Trump, "a funcionar brilhantemente" tanto para Caracas como para Washington.

Esta não é a primeira vez que Trump ameaçou tomar Kharg: em março já tinha ameaçado destruir a ilha situada a cerca de 30 quilómetros da costa iraniana e a mais de 500 quilómetros do estreito de Ormuz.

É ali que está o principal terminal petrolífero do Irão e por onde transita normalmente 90% do crude da República Islâmica.

Momentos após a publicação na rede social, Trump acrescentou que preferia não atacar pontes e centrais elétricas no Irão nos novos bombardeamentos que ordenou.

"Sim, mas preferia não o fazer porque, uma vez que se faz isso, as pessoas sofrem", disse o republicano a um apresentador da Fox News que o questionou sobre se o próximo passo dos Estados Unidos seria destruir infraestruturas civis.

Sobre a possibilidade de enviar soldados para operações terrestres, Trump disse que se quisesse poderia "colocar um pequeno grupo de soldados e tomar todo o país", apesar de não querer "soldados no terreno".

"Eles não têm defesas, só têm as 'fake news'. Têm o New York Times a escrever histórias de que lhes está a correr muito bem e não é assim", afirmou Trump, cuja frustração com a situação no Irão é cada vez mais evidente e que dedicou grande parte da entrevista a criticar meios de comunicação como a CNN, a MSNBC ou o Wall Street Journal, ao qual chamou "um verdadeiro lixo".

"Dizem que não estamos a agir com suficiente firmeza, mas ontem à noite lançámos 250 milhões de dólares em bombas", afirmou Trump um dia após ter retomado os bombardeamentos contra o Irão, na sequência do impasse nas negociações com Teerão para reabrir o estreito de Ormuz e pôr fim ao programa nuclear iraniano.

O secretário do Tesouro norte-americano afirmou, minutos após as declarações de Trump, que os Estados Unidos financiarão a reparação dos danos causados pelo Irão nos países do Golfo, retirando os fundos necessários de contas iranianas.

"Quaisquer prejuízos causados aos nossos aliados no Golfo serão compensados com fundos retirados de contas iranianas", escreveu Scott Bessent na rede social X.

O secretário do Tesouro adiantou que quaisquer portagens marítimas pagas à Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, que gere a passagem, "serão compensadas por fundos retirados das suas contas".

"Cada ataque lançado pelo Irão não fará senão agravar as consequências económicas e financeiras que o país enfrenta", acrescentou Bessent, que protagoniza a frente económica do conflito que começou a 28 de fevereiro.

A recente escalada entre os Estados Unidos e a República Islâmica surge após um helicóptero norte-americano ter sido abatido enquanto operava junto ao estreito de Ormuz.

Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegsteh, anunciaram na quarta-feira que os Estados Unidos iriam atacar o Irão, apesar do cessar-fogo em vigor desde abril.

En resposta aos ataques, a Guarda Revolucionária iraniana lançou uma nova onda de ataques contra Bahrein, no Kuwait e na Jordânia.

Teerão alertou que os últimos bombardeamentos de Washington “tornam praticamente inútil” o acordo de cessar-fogo alcançado em abril.

Centenas de navios, incluindo petroleiros, estão retidos no Golfo na sequência do encerramento do estreito de Ormuz pelo Irão, agravado por um bloqueio norte-americano aos portos iranianos.

Junho 11, 2026 . 17:15

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