
Há 30 anos o Académico passava à fase final do título nacional de Juniores
No dia 1 de junho de 1996 o Académico de Viseu empatava a um golo no então estádio bracarense, o 1.º Maio, frente ao Sporting Clube de Braga garantindo o primeiro lugar da Zona Norte e, consequentemente, a passagem à fase final da conquista do título de campeão, somando 13 pontos e deixando atrás de si o FC Porto, SC Braga e Gil Vicente.
Para confirmar o potencial dos jogadores academistas, houve ‘olheiros’, que se ‘esconderam’ atrás do autocarro do Académico, aliciando alguns atletas do clube viseense para assinarem pelos seus clubes. Passaram-se 30 anos, mas essa aventura ainda é hoje lembrada por muitos academistas, e não só pelos protagonistas em campo.
Na fase final o Académico “assustou” os clubes que então dominavam, quase em absoluto, o Campeonato Nacional de Juniores: Benfica, Sporting, Boavista e FC do Porto. A equipa viseense foi a única a roubar pontos ao campeão, o Sporting Clube de Portugal, que não conseguiu ganhar nos dois jogos a dois, tendo no primeiro empatado em Vildemoinhos a dois golos, voltando a conseguir o mesmo resultado em Alvalade e que, mesmo assim, deu o título aos leões.
Na classificação final, a formação academista Carlo, terminou a época em 3.º lugar, atrás do Sporting (1.º e campeão) e Boavista FC (2.º classificado) que na época anterior tinha sido o campeão, deixando atrás de si o Benfica com quem empatou.
Nessa altura os dois clubes lisboetas estavam recheados de jogadores que vieram a ser internacionais pela seleção A, como Simão Sabrosa, Luís Boa Morte, Caneira, Nuno Assis e outros que foram grandes referências nacionais.
O Académico estava também representado com jogadores de grande qualidade como por exemplo, Nuno Claro (guarda-redes) que se destacou igualmente no estrangeiro ao serviço do Cluj (Roménia), Marco Almeida que representou o FC Porto e Boavista, Abadito, jogador que se notabilizou no Grupo Desportivo do Estoril Praia, Xinoca, Paulo Lista (hoje treinador do Clube de Futebol de Carregal do Sal), Zé Pedro e Paulo Fraga (hoje vice-presidente da AF Viseu), entre outros.
O treinador era o professor Carlos Marques, natural de Penalva do Castelo, que tinha com adjunto o viseense Sérgio Nunes (ambos ainda entre nós). Mas a ‘alma’ da grande campanha da secção da formação nos cinco anos finais da década de 90, foi o dirigente, também felizmente, ainda vivo, e sempre entusiasta do Académico de Viseu, Carlos Santos.
Foram tempos em que o Académico estava a recuperar de alguma apatia em termos competitivos e que a partir de então, passou a ser olhado pelos clubes adversários como um dos integrantes b elite dos clubes das provas nacionais jovens.
Na foto está também João Soares um jovem presidente da direção do clube cheio de ambições e que acompanhou de perto o percurso da equipa de juniores mas que, pouco tempo depois, morreria atropelado na Avenida da Bélgica em Viseu, perdendo-se também um assumido projeto para levar o Académico à alta roda do futebol nacional sénior.







