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Galp conclui corredor de carregamento ultrarrápido com 96 postos na A1 e A2

A Galp concluiu o corredor de carregamento ultrarrápido na A1 e A2, composto por 96 carregadores em quatro áreas de serviço, num investimento de seis milhões de euros.

“São mais de 550 km que vão ligar o Norte ao Sul do país. São 96 carregadores. São cerca de seis milhões de euros de investimento, que representam cerca de 10% daquilo que a Galp já investiu em mobilidade elétrica neste país”, disse hoje o co-presidente executivo da Galp.

João Diogo Marques da Silva falava, ao final da manhã, na cerimónia de inauguração do hub elétrico na área de serviço da A1 de Pombal, no sentido Norte-Sul.

Os 96 carregadores ultrarrápidos estão distribuídos por oito hubs, com uma potência total de 20 MW, localizados nas áreas de serviço de Pombal e Aveiras (A1), e Alcácer do Sal e Aljustrel (A2), que permitem em menos de 20 minutos recuperar a bateria útil.

Na sua intervenção, o co-presidente executivo da Galp salientou que a instalação das oito plataformas “arrancaram há 16 meses”, no que considerou ter sido “uma longa caminhada”, também resultante da questão dos licenciamentos.

Já aos jornalistas, João Diogo Marques da Silva referiu a dificuldade de licenciamento, “um problema para os portugueses”, apontando a necessidade de agilizar os mecanismos.

“Se isto é uma prioridade para o país, temos que agilizar esses mecanismos de licenciamento entre todas as entidades que intervêm, para que o cliente não tenha que esperar 15 meses, desde o momento de início da construção até à conclusão, que hoje estamos a inaugurar”, referiu.

O responsável indicou ainda que a Galp já investiu cerca de 60 milhões de euros em mobilidade elétrica desde 2020, numa rede com cerca de 10 mil carregadores privados e públicos em operação.

Durante a cerimónia oficial da inauguração deste hub em Pombal, o ministro das Infraestruturas ressalvou o compromisso do Governo com a eletrificação em vários setores e os resultados que se verificam na mobilidade elétrica, com o aumento da oferta, admitindo, no entanto, haver “muito a fazer do lado do licenciamento”.

“É algo que o Governo também está comprometido: a desburocratização e a possibilidade de acelerarmos todos estes processos. Para além de os tornar transparentes, temos de os acelerar, isso é inegável”, admitiu Miguel Pinto Luz.

O governante considerou que o investimento da Galp é “um sinal” que não se pode virar as costas às alterações climáticas.

“Não podemos ocultar essa realidade, antes pelo contrário, [temos de] enfrentá-la de frente, fazer políticas públicas que [as] permitam combater, mas não sermos ‘early adopters’ por sermos ‘early adopters’. Temos que garantir que, concomitantemente com esta transformação, encontramos uma oportunidade de desenvolvimento de negócio”, acrescentou.

Já o presidente executivo da Brisa salientou a existência de 260 postos de carregamento existentes nas autoestradas geridas pela empresa e alertou para a dificuldade de assegurar carregamento fácil nas zonas do interior do país, fora das grandes rodovias.

“Por isso, o meu apelo para que, num registo, porventura, de maior parceria entre Estado e operadores privados, possamos estender esta realidade, que já é muito positiva nas autoestradas e nas principais cidades, a todo o país, para que a mobilidade elétrica definitivamente tome conta de 100% do parque automóvel português”, referiu António Pires de Lima.

Esta cerimónia contou ainda com a presença do presidente da Câmara Municipal de Pombal, Pedro Pimpão.

Maio 26, 2026 . 15:45

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