
Académico vence nos Açores e continua na corrida para o título
Santa Clara e Académico de Viseu defrontaram-se para cumprir o jogo correspondente à 12.ª Jornada, da fase de apuramento de campeão, tendo os viseenses vencido por 1-2. Ao intervalo, o Académico ganhava por 0-2.
Entrada forte do Académico do Viseu, a aproveitar o facto do relvado ainda não estar degradadp devido à chuva. Aos dois minutos, foi João Afonso a fazer uma grande defesa para evitar que os viseenses abrissem o ativo. A equipa da casa mostrava dificuldades em segurar a movimentação ofensiva dos academistas.
Aos oito minutos, na sequência de um pontapé de canto, Kauã Oliveira, de cabeça, colocou a sua equipa na frente. O Santa Clara, como lhe competia, tentou reagir, mas era o Académico quem mantinha melhor toada ofensiva e, fruto dessa pressão, Krystian Cubas, num excelente remate, não deu hipóteses a João Afondo e fez o segundo golo, ao minuto 21, concretizando um bom lance de ataque da equipa orientada por João Pedro Duarte.
Os donos da casa voltaram a reagir e com maior poder ofensivo conseguindo mais aproximações à baliza de Carlos Araújo, mas a defesa do Académico continuava coesa e foi travando as investidas do adversário. Em contra-ataque o Académico manteve os açorianos em alerta constante, porque Krystian Cubas e Digo Magalhães, continuavam a criar perigo junto da baliza de João Afonso.
Ao intervalo, o resultado mostrava a maior superioridade dos viseenses, no global dos 48 minutos que durou a primeira parte.
No reatamento do jogo para a segunda parte, o Santa Clara surgiu bem mais ofensivo, obrigando a equipa continental a ter de baixar as suas linhas. Aos 50 minutos só com Carlos Araújo pela frente cabeceou, mas a bola saiu a rasar o poste da baliza.
De facto, os açorianos entraram determinados e com a intenção clara de dar a volta ao marcador. Pressão atacante quase levava os donos da casa a marcar, mas a eficácia dos jogadores insulares não era a melhor. Ainda assim, o Académico não deixou de causar aflição junto da baliza à guarda de João Afonso e, aos 54 minutos Diogo Magalhães, falhou por muito pouco, ao aumento da vantagem, com a bola a embater nas malhas laterai. Perante a superioridade ofensiva açoriana, a defesa academista esteve muito coesa e conseguiu travar as investidas dos donos da casa, controlando a toada ofensiva contrária.
O jogo foi decorrendo com os viseenses a conseguirem ‘enervar’ os jogadores da casa. Cintudo aconteceu um erro carsso do árbitro, ao considerar que o guarda-redes Carlos Araújo fez falta sobre um avançado da casa, quando se tratou de um lance, aos 79’ minutos, em tudo legal. O árbitro mostrou o segundo amarelo ao guarda-redes academista que já tinha visto, pouco antes, o primeiro.
Edgar Melvim foi o jogador chamado a converter o castigo máximo, já com o guarda-redes Sobrino na baliza, tendo reduzido o marcador.
Os açorianos aproveitaram para pressionar ainda mais, mas a defensiva academista acabou por conseguir segurar uma vitória bastante difícil de conquistar, graças à entrega e a um esforço suplementar. Foram mais três pontos que podem ser decisivos para arrecadar o título.








