
Dois agentes da PSP garantem ter visto faca junto ao corpo de Odair Moniz
Mais dois agentes da PSP garantiram hoje em tribunal terem visto uma faca junto ao corpo de Odair Moniz, morto por um polícia na Amadora em 2024, acrescentando que, na altura, não o comentaram com ninguém.
"O importante ali era tentar salvar uma vida. Penso que estar a fazer comentários sobre algo que lá estivesse não ia ajudar minimamente à situação", disse André Silva, que chegou ao bairro da Cova da Moura depois de Bruno Pinto, a ser julgado por homicídio, ter baleado duas vezes o cidadão cabo-verdiano.
O agente precisou que a faca estava perto da mão esquerda de Odair Moniz e tinha um punho preto, mas não conseguiu especificar de que tamanho era a arma nem como era a lâmina.
Uma outra agente que se deslocou com André Silva ao bairro da Cova da Moura corroborou a versão do colega, sem no entanto dar a certeza de que o objeto cortante que viu corresponde a um outro que foi apreendido no processo, com cuja fotografia foi hoje confrontada.
Noémia Almeida testemunhou igualmente não se lembrar de ter comentado com alguém que vira a faca, uma vez que havia um outro polícia responsável pela gestão do local do crime e nenhum morador pegaria na arma com tantos elementos da PSP ali presentes.
Na primeira sessão do julgamento, em 22 de outubro, Bruno Pinto, de 28 anos, insistiu que acreditou que o cidadão de 43 anos o estava a ameaçar com uma faca quando disparou.
Desde então, as testemunhas, incluindo polícias e moradores, têm apresentado versões divergentes quanto à posse e empunhamento da arma.
Odair Moniz, residente no Bairro do Zambujal (Amadora), foi baleado mortalmente pelo agente da PSP em 21 de outubro de 2024, depois de ter tentado fugir e resistido a ser detido na sequência de uma infração rodoviária.
No despacho de acusação do Ministério Público, não é referida qualquer ameaça com faca.








