
Bispo de Viseu apela à rejeição da indiferença perante “sofrimento de povos inteiros” em guerra
O bispo de Viseu apelou hoje, Dia Mundial da Paz, à rejeição da indiferença perante populações afetadas pela guerra, na Missa a que presidiu na catedral da cidade. “Não podemos ficar indiferentes àqueles que ainda não conhecem a paz. Não podemos compactuar com o sofrimento de povos inteiros, nem fechar os olhos às realidades onde a guerra, a injustiça e a exclusão continuam a ferir, a matar e a destruir bens fundamentais”, afirmou António Luciano, na homilia citada pelo site da diocese.
Lembrando a mensagem do Papa Leão XIV para esta data, o bispo diocesano sublinhou que “a paz se concretiza através de palavras, de gestos simples e atitudes concretas de proximidade, cuidando do próximo à maneira de Jesus”.
Na solenidade litúrgica de Santa Maria, Mãe de Deus, António Luciano evocou esta figura “como um sinal de luz e de esperança para a humanidade marcada por tantas dores, dúvidas, incertezas, fragilidades e inseguranças causadas pelo pecado e pelas guerras”.
“No íntimo do nosso ser, dentro do nosso coração, devemos cultivar amor, pois onde há amor não há lugar para a guerra, para o ódio e para a discriminação”, referiu.
O bispo de Viseu assinalou a necessidade de um “mundo mais empático, acolhedor e fraterno”, como ensina Maria, “que cuidou do seu Filho” e continua a cuidar de cada um, que ainda peregrina na terra.
“Hoje somos convidados a viver a nossa fé, centrada em Deus que abençoa o seu povo na paz, e em Maria, a nova Eva, que nos acompanha com ternura e carinho, neste vale de lágrimas. Intercedendo por nós, junto do seu Filho, ensina-nos que a paz é um dom de Deus e um esforço de cada um”, mencionou.
Evocando o Jubileu 2025, que se encerrou no passado domingo a nível diocesano, António Luciano convidou a assembleia presente a abraçar os desafios e apontou para a missão de continuarem a ser “peregrinos da esperança e da mudança, num mundo que anseia pela luz de Cristo, a única capaz de acabar com as trevas”.
O bispo diocesano terminou a homilia a desejar a todos um próspero Ano Novo 2026, cheio das maiores bênçãos e graças de Deus e pediu, por intercessão da Santa Mãe de Deus e Rainha da Paz, “um grande empenhamento de todos os batizados na construção da paz, do diálogo e da comunhão nas suas comunidades e na sociedade”.








