
Joanna Almeida é de Castro Daire e quer ser a próxima “MasterChef”
Não se pode dizer que uma sobremesa criada sob pressão seja (mesmo) vencedora, mas esta foi uma bela exceção. A leveza e cremosidade do crème fraîche deu cama a um granizado de romã, oferecendo uma frescura algo interessante.
Mas é na base que está o verdadeiro segredo: o espargo branco, bem discreto, deu a vitória à equipa vermelha. Este foi o prato que Joanna Almeida, de 22 anos, nos confessou ser “o melhor” que já fez na competição do “MasterChef Portugal”.
O programa da RTP já soma algumas semanas e a verdade é que “está a ser incrível”, onde agora o objetivo é vencer e aprender com os melhores da cozinha portuguesa.
Não gosta muito de doces e é nos sabores tradicionais que encontra a sua paixão. “Desde que me lembro que cozinho com a minha avó e com os meus pais”, começou por contar ao Diário de Viseu, confessando a sua preferência por pratos salgados.
E, por isso, o que se seguiu de nada tem de surpreendente: concluiu o nível 4 em Restaurante-Bar e, no ano passado, o nível 5 em Cozinha. É cozinheira de 2.ª no Hotel Delfim Douro, em Lamego, e este ano decidiu concorrer ao programa que celebra os talentos escondidos da gastronomia nacional, sendo a concorrente mais nova em concurso.
“Inscrevi-me no ano passado porque sempre foi um sonho meu entrar no programa. Não consegui e fiquei no top 100. Este ano, as inscrições abriram, tentei outra vez e consegui”, explicou a Joanna, adiantando que foi um magret de pato com puré de maçã que lhe garantiu a entrada no programa.
Já a formação, refere, é um dos pontos mais positivos da competição. “Já sabia alguma coisa, não sabia tudo e tenho estado a aprender muito. Como temos formações com bons chefes, conseguimos aprender muita coisa, desde coisas básicas até mais complexas”, acrescentou Joanna Almeida, sem esquecer que é na cozinha do “MasterChef” que se aprende muito do que se faz em terreno profissional.
E porque não seria uma competição, especialmente de culinária, sem alguns desafios pelo caminho, a jovem cozinheira admite que as tarefas em equipa são “menos stressantes que as provas individuais”, uma vez que “a parte mais complicada do programa é mesmo quando os chefes dizem que temos que fazer um prato e temos pouco tempo para pensar no que queremos que fazer”.
Os jurados, Rui Paula, Marlene Vieira e Diogo Rocha, têm sempre uma boa palavra de motivação. “São incríveis, gostei muito. Mas é aquele respeito quando eles chegam perto de nós, fico meia envergonhada”, reconheceu.
Após algum tempo em programa, chegam-lhe feedbacks de todo o lado. “Tenho recebido algumas mensagens, como sou polaca, já recebi algumas mensagens de senhoras polacas a dizer que é um orgulho ver uma menina polaca portuguesa na televisão”, revelou.
A ambição é também a de começar a ser mais ativa nas redes sociais e, certamente, um espaço em nome próprio “na nossa região”. “O meu sonho mesmo é abrir um negócio meu”, sorriu.







