
Académico vence dérbi com o CD Tondela em Juniores
Foi o Académico de Viseu quem saiu a jogar e logo no primeiro minuto conquistou um canto que não causou qualquer perigo à defesa tondelense. Até aos 10 minutos assistiu-se a um jogo muito lento e com o meio campo a ser a zona preferida pelos jogadores de ambas as equipas. Depois a equipa orientada por João Alves assumiu o jogo e conseguiu maior tempo de posse de bola, fazendo mais remates, embora sem obrigar Denis Gutu a trabalho aturado. Sem que nada o previsse, após uma triangulação à entrada da grande área tondelense, Pedro Correia rematou rasteiro e à ‘sorte’ e surpreendeu Henrique Torcato que não deverá ter visto partir a bola e só teve que ir busca-la ao fundo da baliza.
Reagiu o Tondela que conseguiu alguns lances de perigo junto da baliza de Denis Gutu, mas por um ou outro fator a bola não chegou a entrar na baliza academista. Aos 34 minutos, Geovanne Martins faz um passe magistral que levou a bola até Mamadu Quetá que em corrida pela direita, rematou sem dar qualquer hipótese a Henrique Torcato. Foi um grande golo que galvanizou a equipa da casa que até ao intervalo ainda teve uma oportunidade bastante clara para fazer golo e que só não aconteceu graças a um grande defesa do guardião tondelense. Mas refira-se que o Clube Desportivo de Tondela ainda antes do apito para o intervalo teve tudo para diminuir a desvantagem, com Tomás Viegas a não ser lesto para rematar para a baliza, também por mérito do corte de um defesa da casa.
Ao intervalo ganhava a equipa que melhor soube aproveitar duas das oportunidades de que dispôs, ao contrário dos tondelenses que não lograram marcar nas que criaram.
Na segunda parte, assistiu-se a um jogo bastante mais discutido mas, ainda assim, sem oferecer futebol emotivo. A lentidão e a constante paragem para ser convertidas as faltas que aconteceram ao longo dos segundos 45 minutos, não ajudaram a mostrar um futebol mais agradável.
É verdade que os visitantes não deitaram a toalha ao chão e tentaram chegar ao golo que lhes poderia dar ânimo para ainda conquistarem um empate. Só que aos 70 minutos, um remate/cruzamento de Geovanne Martins chegou a Diogo Oliveira que junto ao segundo poste da baliza de Henrique Torcato, só teve de empurrar para o 3-0. A partir desse golo, apesar das substituições feitas por João Alves, a sua equipa ‘desapareceu’ animicamente e o jogo foi-se arrastando até ao apito final. No global, a vitória é justa.








