
Norte cria 37 mil empregos e reduz desemprego
A região Norte criou mais de 37 mil empregos e reduziu a taxa de desemprego para 5,7%, com o turismo acima dos números nacionais e aumento de exportações, segundo o relatório Norte Conjuntura, hoje divulgado.
De acordo com o relatório elaborado trimestralmente pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), "no segundo trimestre de 2026, a população empregada aumentou 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, correspondendo a mais 37,2 mil pessoas com emprego".
Por setores, a construção "registou o maior crescimento da população empregada", pois a população empregada nesta área de atividade "aumentou 11,9% no 2.º trimestre de 2026 face a idêntico período do ano anterior, correspondendo a mais 16,5 mil pessoas empregadas", o maior aumento em termos absolutos.
"Os outros serviços (+14,5 mil) e o comércio por grosso e a retalho e reparação de veículos (+14,1 mil) registaram também aumentos significativos", mas "a população empregada na agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca diminuiu 23,3% em termos homólogos, correspondendo a menos 9,5 mil pessoas — a maior redução, em valor absoluto, entre os ramos de atividade".
Os contratos sem termo cresceram 3,0% e os contratos a termo diminuíram 8,6%, um padrão que se mantém "há vários trimestres consecutivos, sinalizando uma tendência sustentada de reforço da estabilidade dos vínculos laborais", e o salário médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrem "aumentou para 1.289 euros, correspondendo a um crescimento real de 3,7% face ao período homólogo do ano anterior", mas manteve-se "abaixo do nacional, que atingiu 1.348 euros, uma diferença de 59 euros".
Quanto ao desemprego, "a população desempregada do Norte atingiu 110,6 mil pessoas no 2.º trimestre de 2026, uma redução de 4,2% (-4,9 mil pessoas) face ao período homólogo do ano anterior", e a taxa de desemprego "acompanhou esta tendência, recuando para 5,7%, menos 0,4 p.p. [pontos percentuais] do que um ano antes e 0,3 p.p. face ao trimestre anterior".
"Trata-se de um dos níveis mais baixos observados nos últimos anos, sendo necessário recuar até ao 2.º trimestre de 2022 para encontrar uma taxa inferior no Norte (5,6%)", salienta o relatório, que também destaca que o desemprego de longa duração "representou 42,9% do total do Norte, um valor inferior ao observado no mesmo período do ano transato (46,6%)".
O volume de negócios também aumentou em várias indústrias, com a fabricação de têxteis a apresentar "sinais de melhoria na faturação", com mais 3,1% de volume de negócios, "invertendo as reduções observadas nos três trimestres anteriores", algo sustentado "totalmente pelo mercado externo, onde o volume de negócios aumentou 7,9%, enquanto no mercado nacional continuou a diminuir (-2,4%)".
"Na indústria do vestuário, o contraste entre a evolução da faturação e da atividade produtiva foi ainda mais evidente. O volume de negócios total cresceu 6,7%, depois de três trimestres consecutivos de redução, impulsionado por um aumento de 11,4% no mercado externo", assinala o relatório.
No total, as exportações de bens no Norte "mantiveram uma trajetória de crescimento no 2.º trimestre de 2026, aumentando 3,9% em termos homólogos, para cerca de 6,97 mil milhões de euros", um ritmo "ligeiramente superior ao observado no trimestre anterior (+2,9%), mas permaneceu bastante abaixo do crescimento registado em Portugal (+10,6%)".
As importações registaram um crescimento "substancialmente mais acentuado", com um aumento de 9,3%, o que levou a que "o excedente comercial do Norte observado no trimestre precedente (310 milhões de euros)" desse lugar a "um saldo negativo (-21 milhões de euros), no 2.º trimestre de 2026, embora de reduzido valor, uma situação pouco frequente nas contas externas do Norte".







