
GNR alerta para aumento de crimes cometidos por jovens
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou 797 ocorrências associadas à criminalidade juvenil no primeiro semestre de 2026, o que representa um aumento de 11,6% face ao período homólogo anterior. No entanto, os dados apurados pela GNR também revelam uma quebra expressiva de 44% na criminalidade violenta e grave, marcada pela redução para metade dos roubos na via pública, “a par de uma transposição evidente de comportamentos desviantes e conflitos relacionais para o meio digital”, explica aquela força de segurança em comunicado.
No mesmo documento, é referido que os crimes de maior expressão em termos absolutos continuam a ser as ofensas à integridade física voluntária simples (212 participações) e as ameaças e coação (76 participações), ainda que ambos tenham registado diminuições de 19,7% e 8,4%, respetivamente. Em sentido inverso, destaca-se o aumento de 160% nas ocorrências de devassa por meio da internet, redes sociais e outros canais de difusão (de cinco para 13 casos), denunciando a crescente projeção do ciberbullying. Paralelamente, verificaram-se aumentos na condução sem habilitação legal (mais 50%, com 27 casos), no furto em estabelecimentos comerciais (mais 26,1%, com 29 casos) e no tráfico de estupefacientes (mais 42,9%, com 10 casos).
No plano da criminalidade violenta e grave, a diminuição de 44% foi alavancada pela quebra de 50% nos roubos na via pública (de 10 para cinco casos) e pela descida de 75% nas ofensas graves à integridade física (de quatro ocorrências para uma).
Territorialmente, os distritos com maior densidade populacional e escolar reúnem os valores mais elevados, liderados por Setúbal (142), Faro (98), Lisboa (96) e Porto (79).
Perante este cenário, a GNR revela ter vindo a reforçar a vertente preventiva e de proximidade através do Programa Escola Segura, intensificando a presença e a vigilância nas imediações dos estabelecimentos de ensino, eixos de circulação pedonal e interfaces de transportes. Em simultâneo, prossegue a realização regular de ações de sensibilização orientadas para a segurança digital, combate ao ciberbullying, prevenção de consumos aditivos e responsabilização cívica e legal, atuando em articulação estreita com as direções escolares, as famílias e as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) na sinalização e encaminhamento precoce de situações de vulnerabilidade.








