
Tondela evocou Cândido de Figueiredo nos 180 anos do seu nascimento
A organização foi da Nova Acrópole e Virtudes Outonais, organizações com ligações a familiares de Cândido de Figueiredo, com o apoio do Município de Tondela.
A iniciativa incluiu conferências, poesia, a apresentação de livros, a participação de escolas e uma exposição no Museu Terras de Besteiros que poderá ser visitada até ao dia 24 de outubro.
Na abertura das celebrações, a presidente da Câmara, Carla Antunes Borges, destacou a “importância deste tipo de iniciativas” para o território e elogiou os descendentes de Cândido de Figueiredo pelo caminho que traçaram tendo em vista a “dignificação e partilha do legado daquele que foi um dos mais notáveis homens do concelho”.
“Mais importante do que conhecermos quem foi Cândido de Figueiredo é o estamos a transmitir para as gerações futuras o que somos”, continuou, ressalvando que Cândido de Figueiredo, a par de Tomaz Ribeiro foram duas personalidades que nunca esqueceram as suas origens, tendo contribuído para que Tondela fosse “um município enorme e com uma capacidade de atratividade extraordinária e diferenciadora no território”.
Inspirando-se na figura e no legado do filólogo, a autarca disse que Cândido de Figueiredo deve ser um exemplo para as novas gerações, ele que não se refugiou na “inevitabilidade de ser de uma freguesia e de um concelho do interior do país (Lobão da Beira e Tondela), foi para fora e deixou um legado magnífico”, provando que a partir de Tondela “é possível marcarmos uma posição no mundo”.
Carla Antunes Borges comprometeu-se ainda a continuar a apoiar eventos destinados à divulgação e promoção da vida e obra de Cândido de Figueiredo, como este que celebrou os 180 anos do nascimento do autor ou o do ano passado, em que foi assinalado o centenário da sua morte.
Também a vereadora da cultura no executivo municipal, Helena Rodrigues, que encerrou os trabalhos no período da manhã, evidenciou a importância de Cândido de Figueiredo para Tondela, concelho que, defendeu, foi “a âncora afetiva da sua vida e obra”.
“Embora tenha vivido e trabalhado em grandes centros urbanos, as suas raízes em Lobão da Beira, onde nasceu, moldaram profundamente o seu percurso”, lembrou, realçando que a comemoração dos seus 180 anos de Cândido de Figueiredo “reafirma a estratégia de Tondela em valorizar o turismo cultural e o património imaterial, transformando a sua figura num símbolo de excelência e inspiração comunitária”.







