
Produtores de portas abertas para servirem a excelência do Dão
Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, João Azevedo, olha para o vinho como uma marca identitária do Dão mas que não pode ser promovido de forma isolada. O Dão de Portas abertas permite apresentar a região como um todo feita de sabores e saberes que as gentes do território tão bem preservam.
Quais são os principais objetivos do Dão de Portas Abertas?
O “Dão de Portas Abertas” nasce com a intenção de afirmar Viseu Dão Lafões como um destino turístico de excelência e mostrar simultaneamente o vinho do Dão como uma das suas grandes marcas identitárias.
Só que não queremos olhar para o vinho de uma forma isolada, dado que podemos aproveitar a sua força para dar a conhecer toda uma região que tem gastronomia própria, paisagens únicas, um património rico, uma cultura diferenciada e, sobretudo, pessoas e histórias que merecem ser conhecidas e contadas. É esta possibilidade de transformar um produto de excelência numa experiência territorial que está no centro desta iniciativa.
Que importância tem este evento para este território?
Estamos a falar de uma iniciativa que promove o território de forma integrada. O vinho é um dos nossos grandes ativos, mas aquilo que pretendemos é que a sua valorização tenha reflexos em toda a economia regional. Um visitante que vem a uma quinta pode, em complemento, conhecer um restaurante, procurar alojamento, visitar património ou descobrir outros municípios.
Enquanto CIM, interessa-nos precisamente criar estas ligações e contribuir para que os diferentes ativos do território se reforcem mutuamente numa experiência única, numa rota global. O “Dão de Portas Abertas” é, nesse sentido, um exemplo daquilo que podemos fazer quando pensamos Viseu Dão Lafões como um território único, sem perder a identidade própria de cada município.
É por isso que temos de ter a noção que o valor acrescentando destas iniciativas se mede, no fim da linha, pela promoção do próprio produto – o vinho do Dão - e pelos resultados de todas as variáveis do enoturismo, como é o caso, por exemplo, do aumento do número de dormidas, o incremento do consumo de bens e serviços e a visitação e sua disseminação por todo o território da CIM.
A que públicos se destina?
Queremos chegar a todos aqueles que tenham curiosidade em conhecer melhor o Dão e esta região.
Há, naturalmente, um público que já conhece e aprecia os nossos vinhos e que procura experiências mais próximas dos produtores, mas esta iniciativa não é exclusivamente dirigida a conhecedores de vinho.A programação permite atrair casais, famílias, grupos de amigos e pessoas que procuram simplesmente uma experiência diferente e diferenciadora para o seu fim de semana.E essa diversidade é importante para nós: queremos que o Dão de Portas Abertas seja uma oportunidade para descobrir o vinho, mas também para descobrir a região.
A sua realização faz prever que já existe uma oferta estruturada?
Diria que demonstra que existe uma oferta com qualidade e, sobretudo, com capacidade para crescer.
Temos produtores que fizeram um investimento significativo na valorização das suas quintas e na criação de experiências de enoturismo. O que falta muitas vezes não é qualidade, é dar maior escala e visibilidade a essa oferta.
É aí que uma entidade intermunicipal pode ter um papel relevante: aproximar os diferentes agentes, promover o território como um todo e criar iniciativas que coloquem essa oferta no radar de novos públicos.
Os oito produtores que participam nesta edição são um bom exemplo daquilo que já existe e do potencial que temos para desenvolver ainda mais o enoturismo na região.
Quais são os parceiros da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões nesta organização?
Uma iniciativa desta natureza só faz sentido se for construída em parceria.
A CIM Viseu Dão Lafões assume a promoção da iniciativa em articulação com os produtores participantes, contando também com o apoio da Comissão Vitivinícola Regional do Dão e do Turismo Centro de Portugal.E há uma dimensão que considero particularmente importante que é precisamente o conjunto dos 14 municípios que constituem a CIM.A força de Viseu Dão Lafões está na capacidade de trabalhar em conjunto. Quando os municípios e os diferentes agentes do território colocam conhecimento, recursos e capacidade de promoção ao serviço de uma estratégia comum, conseguimos afirmar a região com muito mais força.
A região é uma das que mais tem crescido nos últimos dois anos. O que contribui, na sua opinião, para esse crescimento e afirmação?
Esse crescimento resulta de um trabalho que não começou hoje e que não depende de uma única iniciativa.
Viseu Dão Lafões tem vindo a afirmar-se porque temos uma oferta turística cada vez mais qualificada e porque conseguimos, agentes públicos e privados, apresentar ao visitante aquilo que verdadeiramente nos distingue: uma forte relação com a natureza, património, cultura, gastronomia, vinho e uma enorme autenticidade. Temos também conseguido trabalhar de forma mais articulada na promoção externa da região e na criação de novas experiências, mas, para nós, crescer não significa apenas trazer mais pessoas. Significa também conseguir que permaneçam mais tempo, que conheçam mais território e que esse crescimento se traduza em desenvolvimento económico e qualidade de vida para quem aqui vive.
Mas o território precisa, também, de cativar gente nova. Acredita que o vinho pode ser um bom cartaz?
Sem dúvida. O vinho tem uma característica extraordinária: permite-nos contar a história de um território.
Quando falamos do Dão, estamos a falar da terra, da vinha, da paisagem, das pessoas, do conhecimento transmitido entre gerações e de uma cultura que está profundamente ligada a esta região.
É uma linguagem que pode chegar a públicos muito diferentes, incluindo públicos mais jovens, sobretudo quando a associamos a experiências, à gastronomia, à música, à natureza e à descoberta.Não queremos simplesmente trazer mais pessoas para beber vinho. Queremos trazer pessoas para conhecer o território através do vinho. E essa diferença é fundamental.
Que expectativas tem para esta edição?
As expectativas são muito positivas, mas aquilo que mais nos interessa é consolidar o caminho que estamos a fazer.
A primeira edição demonstrou que existe procura por este tipo de experiências e esta segunda edição permite-nos dar um novo passo, com oito produtores, uma programação diversificada e uma circunstância particularmente interessante: estamos em plena vindima.
É um momento em que o território ganha uma dinâmica muito própria e em que o visitante pode perceber, de uma forma muito concreta, como nasce aquilo que depois encontramos numa garrafa de vinho, conhecendo assim todo o ecossistema da sua produção. Espero, sobretudo, que quem participar leve consigo uma imagem mais completa do Dão e de Viseu Dão Lafões.
E que aconteça aquilo que considero ser o melhor resultado possível: que alguém venha pelo vinho, descubra o território e fique com vontade de voltar.
As quintas do Dão
Palácio do Condes de Anadia, em Mangualde
SEXTA-FEIRA - “Uma viagem ao séc. XVIII num cenário inesquecível”. Mantendo a sua dimensão original, totalmente murada, no centro da cidade de Mangualde, o Palácio Anadia é composto por uma casa principal os seus jardins e uma mata setecentista. Este conjunto arquitetónico está classificado como “Imóvel de Interesse Público”.
14H45 - Boas-vindas
15h00 - Visita ao palácio com finger food e prova de espumantes
16h30 - Visita às vinhas
17h30 - Visita à Adega
17h45 - Prova de Vinhos Conde de Anadia comentada pela equipa de enologia.
Quinta da Boiça, em Nelas
SEXTA-FEIRA - “Paisagens deslumbrantes, jardins exuberantes e uma aura de tranquilidade”. Esta quinta tem seis hectares de vinha com as principais castas da região do Dão. As uvas são vinificadas na adega da quinta que dispões de duas vertentes: a agrícola e a de realização de eventos. À noite os seus jardins iluminam-se e um cenário envolvente deslumbrá-lo-á e aos seus convidados.
17h30- Visita à sala museu
18h00 - Visita à Adega com prova de vinhos, pelo enólogo Jaime Murça
19h00 — 22h30: Jantar no jardim com gastronomia típica da região acompanhado pelo Dj residente da quinta.
Quinta de Santa Maria, em Carregal do Sal
SEXTA-FEIRA - “O poder e a elegância do Dão em perfeita harmonia”. A Quinta de Santa Maria está localizada em Cabanas de Viriato, terra de Aristides de Sousa Mendes. Uma quinta que ainda guarda a imponência e a beleza de outrora.
19h30 - Cocktail de boas-vindas com vinhos de assinatura e finger food de autor
20h00 - Momento musical com Quarteto de Cordas & Voz
21h00 - Menu de degustação assinado pelo chef Luís Almeida.
Paço dos Cunhas, em Nelas
SÁBADO -“Séculos de saber-fazer, onde o tempo tem sentido”. É no coração de Santar que se ergue o Paço dos Cunhas que guarda uma história de quatro séculos ligada à produção de vinho. Na secular adega da Casa de Santar Vinhos, guardam-se vinhos de elegância ímpar inspirados na paisagem onde paixões secretas ‘brotam’ das vinhas
10h30 - Visita guiada ao Paço dos Cunhas e às adegas Casa de Santar com prova de vinhos com enólogo residente
15h30 - Paço dos Cunhas – Vinha do Contador com atuação da secular Banda de Santar
16h30- Merenda com petiscos regionais,Vinha do Contador.
Pedra Cancela - Lusovini, em Nelas
SÁBADO - “A paixão pelo vinho e o trabalho de gerações a produzir vinhos que contam histórias.” E Porque a vida é feita de momentos, a Pedra Cancela – Adegas Lusovini, preparou experiências que marcam, pela simplicidade apaixonante que é a região.
17h00 - Boas-vindas na Vinha da Fidalga, em Carregal do Sal, seguindo para Pedra Cancela, em Nelas;
19h00 - Visita à Adega Pedra Cancela com prova de Mostos 2026 com Sónia Martins
20h00 - Jantar vínico na Taberna da Adega espetáculo musical com António Leal com o grupo Contracanto.
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Quinta das Mestras, em Nelas
SÁBADO - “Com 400 anos de história, cada pôr de sol sobre as vinhas é irrepetível”. A Quinta das Mestras, na vila histórica de Santar, “é uma simbiose de elementos naturais e culturais que permite vivenciar sensações e emoções únicas: as casas, a adega, as vinhas, os olivais, os pomares, as lagoas, os tanques, a fauna e flora e proximidade ao rio Dão.
17h00 - Boas-vindas na Adega da Quinta das Mestras
17h30 - Visita guiada à quinta
18h30 — 21h30 - Sunset com prova de vinhos com o enólogo Jaime Murça, finger food e música.
Taboadella, em Sátão
SÁBADO - “Uma história com alma romana. Uma experiência com muito para descobrir”. A Taboadella oferece uma edição especial da experiência “Taboadella às 5H: Entre Granito e Floresta”.
17h00 - Receção.
17h15 | Percurso pela vinha e pelo lagar romano, com enquadramento sobre a história da propriedade, o terroir e a ligação da Taboadella à produção de vinho ao longo dos séculos.
17h45- Visita à Adega.
18h15 | Prova comentada de três vinhos Taboadella, composta por um reserva branco e dois reserva tintos.|
Quinta de Lemos, em Viseu
SÁBADO - “Uma joia escondida, património do Dão a descobrir e vivenciar”. Na Quinta de Lemos é possível usufruir-se do primeiro restaurante com estrela Michelin da Região.
17h30- Welcome-Drink com visita à adega da quinta
18h45 - Passeio para o Mesa de Lemos, com música pelo saxofonista José Magalhães
19h00 — 23h00 - Um jantar volante, em que Diogo Rocha (o chefe do Mesa de Lemos) recebe os chefs com estrela Michelin André Cruz, Tiago Bonito, Angélica Salvador e os Chef Kiko Martins e Ricardo Nogueira para uma celebração da cozinha do Centro de Portugal. Uma experiência acompanhada pelo DJ Gryzzler e DJ Pira — Cá7time.







