
Universidade Politécnica da Guarda regista três patentes nos domínios do digital e da saúde
A Universidade Politécnica da Guarda (UPG) apresentou três pedidos de patentes ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial desenvolvidas por investigadores da instituição nos domínios do digital e da saúde.
“Estas três patentes são um marco na afirmação da UPG como uma universidade politécnica de referência, comprometida com uma missão que une o ensino, a investigação aplicada e a proximidade às comunidades e ao tecido empresarial que servimos”, afirmou o reitor, Joaquim Brigas.
Para aquele responsável, “é este o papel que uma instituição de ensino superior deve desempenhar: gerar conhecimento e garantir que esse conhecimento se transforma em valor concreto para a região e para o país”.
Os processos dizem respeito a um sistema de fabrico digital e a outro de impressão aditivo, ambos da autoria do investigador Rui Pires; bem como a um dispositivo integrado para infusão de sangue, desenvolvido pelos docentes Raquel Lima e Luís Miguel Condeço.
Os dois primeiros pedidos são de patentes nacionais e o terceiro é de abrangência internacional.
Os três pedidos foram formalizados em junho e julho, depois de a UPG ter lançado, em março, uma formação executiva em Inovação e Propriedade Intelectual para capacitar investigadores, quadros de empresas e associações empresariais e técnicos de autarquias a garantirem os direitos de marcas, domínios, produtos ou design industrial.
“As três patentes são o resultado direto da aposta que a UPG tem feito no apoio à investigação aplicada, dando aos nossos investigadores as condições e o acompanhamento necessários para que o conhecimento que produzem seja protegido e possa gerar impacto real”, acrescentou Maximiano Ribeiro, vice-reitor da UPG para a Investigação.
Já o diretor da formação executiva em Inovação e Propriedade Intelectual da UPG, Rui Carreto, destacou a vertente prática do curso.
“A pós-graduação foi pensada para responder a uma necessidade concreta: muitos investigadores e empresários sabem inovar, mas não sabem como proteger e valorizar essa inovação”.
A UPG lembrou, num comunicado enviado à agência Lusa, que esta formação proporciona “uma abordagem prática e multidisciplinar às principais áreas da propriedade industrial, incluindo patentes, marcas, desenhos ou modelos, estratégias de proteção nacional e internacional, transferência de tecnologia, licenciamento e valorização da inovação”.
A pós-graduação funciona em formato híbrido, online e presencial, e em regime pós-laboral.
Segundo a UPG, além das autarquias e empresas com as quais o Politécnico tem projetos em comum, também as ‘startup’ instaladas na Incubadora Desnuclearizada do Politécnico da Guarda – com polos na Guarda, Mêda, Seia, São João da Pesqueira, Vouzela e São Pedro do Sul – manifestaram necessidades de formação nesta área.








