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Sindicalistas e colegas de guarda-freio homenagearam André Marques

André Marques foi uma das 16 vítimas do descarrilamento do elevador da Glória há um ano

Sindicalistas e colegas do guarda-freio André Marques, uma das 16 vítimas do descarrilamento do elevador da Glória, realizaram uma homenagem na Calçada da Glória, junto aos Restauradores, em Lisboa, no primeiro aniversário do acidente.

No pilarete à entrada da Calçada da Glória, que denomina o ascensor da Glória como Monumento Nacional, desde 1997, foi depositada a coroa de flores do STRUP-Fetrans que promoveu a homenagem ao guarda-freio da Carris.

No local estiveram presentes organizações representativas dos trabalhadores da Carris, trabalhadores, o secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, o presidente da Fectrans, José Manuel Oliveira, e o deputado municipal do PCP, João Ferreira.

Manuel Leal, do STRUP, lembrou todas as vítimas do acidente e destacou o guarda-freio André Marques: "Muito haverá ainda por dizer em relação ao apuramento das causas e à procura de soluções que impeçam ou que minimizem ao mínimo as circunstâncias para que uma nova tragédia possa acontecer", referiu, acrescentando que "não é esse o momento".

Após a deposição da coroa de flores brancas e um ramo de flores amarelas, seguiu-se um minuto de silêncio.

João Ferreira afirmou aos jornalistas ser justo reconhecer que, ao longo do ano, "tem juntado a sua voz a uma exigência mais ampla, que é, no fundo, que se cumpra um dever para com estas vítimas".

O deputado municipal sublinhou que "o primeiro e fundamental dever que nós temos para com elas é termos um apuramento rigoroso, completo, cabal, daquilo que aconteceu, as causas do acidente, as responsabilidades pelo acidente. E é forçoso constatar que passou um ano e esse processo não está terminado".

Recordando declarações feitas na altura do acidente, João Ferreira frisou tratar-se de um acidente "que nunca deveria ter acontecido".

Criticou ainda que "quem não tomou todas as medidas para que o acidente não acontecesse e que estava obrigado a ser irrepreensível na resposta ao acidente, também no apoio às vítimas e aos seus familiares, infelizmente não terá assegurado todo o apoio que se esperaria que tivesse sido prestado", aludindo a Carlos Moedas.

João Ferreira apontou que a Câmara Municipal de Lisboa tomou "decisões importantes" para garantir apoio às vítimas, investigação das causas e apuramento das responsabilidades, assim como medidas para prevenir acidentes semelhantes, mas que "um ano depois, estão por concretizar".

Referiu que algumas medidas foram "iniciadas muito tarde", citando auditorias que começaram mais de seis meses depois e ainda não estão concluídas, além de outras que "pura e simplesmente, não saíram do papel".

Criticou também o desmantelamento de "recursos e competências na área da manutenção" da Carris e a externalização desses serviços.

Sobre a ausência na inauguração do memorial no Largo do Oliveirinha, João Ferreira disse que "não é uma questão importante" neste dia, mas confirmou que os vereadores da oposição foram informados de que a iniciativa não previa a presença dos membros do executivo municipal da oposição.

No Largo do Oliveirinha foi colocada uma oliveira de 150 anos e 16 blocos de calcário para assinalar o primeiro aniversário do descarrilamento na Glória, que causou 16 mortos e 24 feridos de 15 nacionalidades.

Setembro 3, 2026 . 13:45

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