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Dia Mundial contra as Hepatites: prevenir hoje para eliminar a doença amanhã

Agosto 19, 2026 . 12:30
No final do mês de julho assinalou-se o Dia Mundial contra as Hepatites, uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que pretende sensibilizar a população para a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento das hepatites virais.

Apesar dos avanços científicos alcançados nas últimas décadas, estas infeções continuam a representar um importante problema de saúde pública, sendo responsáveis por centenas de milhares de mortes em todo o mundo.

O fígado é um órgão vital, desempenha funções essenciais no organismo, desde a digestão e armazenamento de nutrientes até à eliminação de substâncias tóxicas. Quando sofre uma inflamação persistente — a hepatite — pode perder progressivamente a sua capacidade funcional, originando complicações graves como cirrose, insuficiência hepática ou cancro do fígado.

Embora a hepatite possa ter diferentes causas, incluindo o consumo excessivo de álcool, alguns medicamentos ou doenças autoimunes, as hepatites virais continuam a ser as mais relevantes. Existem cinco vírus principais: hepatites A, B, C, D e E, cada um com formas de transmissão e evolução distintas.

A hepatite A transmite-se através da ingestão de água ou alimentos contaminados e está frequentemente associada a deficientes condições de higiene e saneamento. Habitualmente provoca uma doença aguda, com sintomas como febre, náuseas, dor abdominal e icterícia, mas a maioria dos doentes recupera completamente. A prevenção baseia-se em boas práticas de higiene, consumo de água potável e vacinação em situações de risco.

A hepatite B é uma das principais causas de doença hepática crónica, transmite-se pelo contacto com sangue e outros fluidos corporais, incluindo relações sexuais desprotegidas, partilha de seringas ou da mãe para o filho durante o parto. Muitas pessoas permanecem sem sintomas durante anos, permitindo que a doença evolua silenciosamente.

A vacinação, incluída no Programa Nacional de Vacinação, constitui a forma mais eficaz de prevenção. Embora não exista cura definitiva para a infeção crónica, os tratamentos atuais permitem controlar o vírus e reduzir significativamente o risco de complicações.

Também a hepatite C pode permanecer silenciosa durante décadas. A transmissão ocorre sobretudo através do contacto com sangue contaminado, nomeadamente pela partilha de seringas ou por procedimentos realizados sem condições adequadas de segurança.

Atualmente, os antivíricos de ação direta permitem eliminar o vírus em mais de 95% dos casos, tornando possível encarar a eliminação desta doença como um objetivo real de saúde pública.

A hepatite D ocorre apenas em pessoas infetadas com o vírus da hepatite B, agravando frequentemente a evolução da doença.

Já a hepatite E transmite-se principalmente pela ingestão de água contaminada e é mais frequente em regiões com deficientes condições sanitárias, podendo assumir maior gravidade em mulheres grávidas e pessoas imunodeprimidas.

A prevenção das hepatites virais depende da adoção de hábitos simples: manter a vacinação em dia, cumprir regras básicas de higiene, utilizar preservativo quando indicado, não partilhar objetos pessoais e garantir que tatuagens e piercings são realizados em locais licenciados e seguros. Sempre que exista suspeita de exposição ao vírus, deve procurar aconselhamento junto da sua equipa de saúde.

O Dia Mundial contra as Hepatites relembra que prevenir continua a ser a melhor estratégia. Com o conhecimento, adoção de hábitos de vida saudáveis e os meios atualmente disponíveis, é possível diminuir a transmissão, evitar complicações e aproximar-nos do objetivo de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública.

Para alcançar este objetivo o contributo de da um é determinante, Cuide de Si e dos Seus.

Agosto 19, 2026 . 12:30

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