
PJ detém três suspeitos de branqueamento e fraude fiscal com esquema 'CEO Fraud'
O esquema ‘CEO Fraud’ caracteriza-se, essencialmente, pelo envio de e-mails ou mensagens de texto em que um agente malicioso se faz passar por uma entidade relacionada com a organização alvo, como por exemplo o diretor, levando os funcionários da organização a transferir dinheiro.
A PJ referiu que, numa primeira fase, a investigação incidiu sobre a utilização de contas bancárias tituladas por três sociedades comerciais para a dissimulação, circulação e subsequente disponibilização de vantagens patrimoniais provenientes da prática do referido esquema, de que foi vítima uma sociedade sediada na Nova Zelândia.
As vantagens patrimoniais, superiores a 150 mil euros, foram transferidas para diversas contas bancárias, tituladas ou controladas por terceiros, através das quais foram sucessivamente movimentadas e dispersadas, tendo uma parte substancial dos valores acabado por ficar na disponibilidade dos gerentes das sociedades envolvidas, agora detidos.
Numa fase posterior, a investigação apurou que uma das sociedades investigadas recorreu à utilização de faturação falsa, no valor de 1,3 milhões de euros, para criar indevidamente o direito à dedução de IVA.
A utilização dessa faturação terá permitido a esta sociedade obter vantagens fiscais indevidas, mediante a dedução de imposto que não era efetivamente devido, causando ao Estado um prejuízo superior a 250 mil euros, frisou a PJ.
Os suspeitos, de nacionalidade estrangeira e com idades entre os 30 e 40 anos, foram detidos na quinta-feira e serão, agora, presente a primeiro interrogatório judicial, assinalou.









