
"Deslocalização da Margres para Aveiro não deverá afetar maioria dos colaboradores"
Questionada pela Lusa, fonte da Gres Panaria Portugal, detentora da marca Margres, referiu que, neste momento, estão em negociação com os colaboradores potencialmente abrangidos pelo processo de reorganização industrial, em curso.
A expectativa da empresa é de que «a grande maioria dos colaboradores pertencentes aos quadros da empresa continuará a integrar a organização», afiançou a mesma fonte, adiantando que estes trabalhadores serão colocados nas duas unidades industriais que se manterão a funcionar em Aveiro e Oliveira do Bairro, conforme as necessidades em cada uma.
A reorganização estratégica agora anunciada, segundo a empresa, visa reforçar a competitividade e a sustentabilidade futura da Gres Panaria Portugal, através da especialização das suas unidades produtivas e da otimização dos recursos industriais.
«A transferência faseada de equipas atualmente afetas à unidade de Ílhavo enquadra-se nesta estratégia de reorganização industrial», referiu a mesma fonte, adiantando que o processo está a ser conduzido com uma forte preocupação com as pessoas, procurando assegurar as melhores soluções para os colaboradores envolvidos.
A Câmara de Ílhavo (PSD/CDS-PP) lamentou hoje a deslocalização da Margres, manifestando solidariedade para com os trabalhadores daquela unidade fabril.
Numa nota camarária, a autarquia disse ter sido totalmente surpreendida com a notícia da reorganização industrial da Margres, manifestando preocupação com os impactos que implicam a transferência da sua produção da unidade localizada no município de Ílhavo para Aveiro.
Apesar de compreender e respeitar a decisão da empresa, a autarquia realça que esta decisão não deixa de representar a deslocalização de uma importante unidade industrial que, ao longo de décadas, fez parte da identidade económica e empresarial do município, contribuindo para a criação de riqueza, emprego qualificado e desenvolvimento local.
"Mais do que isso, este é, principalmente, um momento de incerteza para dezenas de trabalhadores e respetivas famílias. Apesar das indicações transmitidas pela administração da empresa de que a maioria dos colaboradores poderá manter o seu vínculo laboral, é hoje evidente que muitos vivem horas de legítima apreensão e incerteza quanto ao seu futuro profissional", refere a mesma nota.
O executivo municipal manifesta solidariedade para com os trabalhadores afetados por este processo, afirmando que acompanhará com atenção a evolução desta situação, e apela para que todo o processo decorra com transparência, diálogo e respeito pelos direitos dos trabalhadores.
A autarquia manifesta ainda total disponibilidade para colaborar institucionalmente com as entidades competentes e apoiar, dentro das suas competências, todas as iniciativas que possam contribuir para salvaguardar os interesses dos trabalhadores e do município.









