
Feira de São Mateus abriu as portas e quer ser a grande marca da mudança
Há coisas que nunca mudam na abertura da Feira de São Mateus: as filas para o pão com chouriço, as selfies com o Presidente da República e o fogo de artifício que ilumina o céu de Viseu. Mas muito mais tem para oferecer, durante 32 dias, esta que é uma das mais antigas feiras francas do país e que ontem deixou António José Seguro de “coração cheio”. Pela forma como Viseu o recebeu, mas também porque é a primeira cidade portuguesa a entregar-lhe a sua chave.
António José Seguro chegou à feira por volta das 19h30 e, acompanhado pelo secretário de Estado do Turismo e pelos presidentes da Câmara de Viseu, João Azevedo, e da Viseu Marca, José Silva Fernandes, visitou todo o certame, distribuiu beijinhos e abraços, tirou selfies e até falou espanhol com um casal do país vizinho.
Mas foi na hora dos discursos, quando se emocionou ao recordar o seu grande amigo António Almeida Henriques que recebeu os verdadeiros aplausos da noite. Foi há 12 anos a última vez que esteve na Feira de São Mateus, noutras funções que não as de hoje e também recebido por um outro amigo, João Azevedo, a quem enalteceu a dinâmica, o entusiasmo e a força para tornar a Feira de São Mateus ainda melhor num território com muito para oferecer
E foi com esse entusiamo que o presidente da Câmara de Viseu deu as boas vindas a todos os presentes. Aos viseenses, aos emigrantes, aos presidentes da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, ao embaixador da China em Portugal que representa a grande vontade de internacionalização de uma feira que há muito ultrapassou as fronteiras do território e do país.
Reconhecendo que a edição deste ano será um marco na mudança que se quer para o certame, João Azevedo confessou a honra em ser presidente da Câmara de Viseu “num momento tão importante para todos como é a abertura do maior certame do país”. Sublinhando e agradecendo o trabalho do secretário do Turismo, Pedro Machado, que considera “um verdadeiro amigo de Viseu e deste território”, João Azevedo referiu igualmente a presença do Turismo de Lisboa numa ação de promoção que mostra bem o papel da Feira de São Mateus na captação de turistas e na promoção do país.
Um trabalho que depende de todos, da autarquia, da Viseu Marca, da AIRV, da ACDV, mas sobretudo dos empresários que ano após ano marcam presença contribuindo para o sucesso de todos. Pois é certo que, como afirmou: “todos juntos faremos uma feira muito mais forte” “todos
“Hoje estamos numa feira de transição para aquilo que queremos que ela venha a atingir no futuro”, afirmou João Azevedo desejando que daqui a muitos anos “os nossos netos e os bisnetos possam estar cá para homenagear” todos aqueles que continuam a dar vida a esta feira que é nos dias de hoje um pilar do turismo regional.
E foi de turismo e de números que o secretário de Estado, Pedro Machado, falou ao sublinhar um conjunto de valores existentes no território e no país que cativam todos os anos mais de 30 milhões de turistas e que emprega mais de meio milhão de pessoas.
“Temos um país seguro, extraordinário, com imensos bens intransionáveis com dois ativos únicos: a nossa gastronomia e vinhos, a nossa história e tradições”, afirmou Pedro Machado, lembrando que tem em mãos um projeto para novos investimentos que viam aumentar a atratividade turísticas de Viseu”.












