
13 Politécnicos passam a Universidades Politécnicas
Em causa estão os institutos politécnicos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo e Viseu que agora passam a designar-se Universidades Politécnicas na sequência da revisão do diploma do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).
As 13 instituições foram alvo de uma avaliação independente efetuada pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), que confirmou terem padrões de excelência e qualidade para passarem a Universidades Politécnicas.
A mudança de denominação não interfere com a natureza do ensino, que continuará a privilegiar a aprendizagem prática e aplicada, mantendo-se a sua ligação aos territórios e às necessidades do tecido económico e empresarial, segundo o CCISP.
No entanto, estas novas universidades politécnicas podem agora integrar cursos e unidades orgânicas que antes estavam reservados às universidades clássicas.
A outra grande mudança desta conversão dos institutos politécnicos está relacionada com a liderança das instituições: Os presidentes dos politécnicos passam a designar-se reitores das universidades politécnicas e são eleitos diretamente pela comunidade académica.
Para o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Luís Loures, esta mudança é o “reconhecimento pelo trabalho de excelência realizado pelas instituições politécnicas” e reflete “a grande maturidade científica e pedagógica das instituições, a sua elevada capacidade de investigação, especialmente na área da investigação aplicada, a excelência do corpo docente e a importância do trabalho que desenvolvem ao nível da coesão territorial e do fortalecimento do ecossistema socioeconómico e cultural das regiões”.
Esta mudança “apenas peca por tardia”, lamentou Luís Loures, garantindo que não irá “beliscar em nada o sistema binário do Ensino Superior”, permitindo “o reconhecimento e a competitividade do ensino politécnico à escala internacional”.
No entanto, o presidente do CCISP lembra que é preciso corrigir o subfinanciamento crónico do Ensino Superior: "Dificilmente poderemos ser verdadeiramente competitivos a nível internacional, se a tutela e o governo continuarem a apostar num modelo de financiamento que nos coloca na cauda da Europa e cada vez mais distantes da média da OCDE, sendo atualmente o financiamento do ensino superior em Portugal 48% inferior à média da OCDE”.
Luis Loures acredita que a passagem para Universidade Politécnica deverá promover uma maior equidade entre subsistemas, criando um sistema de financiamento mais equitativo e aumentando a "visibilidade e reconhecimento das regiões de baixa densidade, que têm nas suas instituições de ensino superior o grande fator de coesão territorial”.
Ao contrário destas 13 instituições que irão manter a sua matriz politécnica, os politécnicos de Leiria e do Porto seguiram um caminho diferente: Este mês, deixaram de pertencer ao subsistema politécnico e passaram a integrar o sistema universitário público geral, transformando-se respetivamente na Universidade de Leiria e do Oeste e na Universidade Técnica do Porto.










