
Ator espanhol Manolo Solo morreu hoje aos 62 anos
De acordo com a academia, Manolo Solo estava atualmente a filmar a série “Las Vecinas” e tinha acabado de estrear, na plataforma Netflix, o filme "A desconhecida".
O ator fez parte do elenco da longa-metragem "Aquí", do realizador português Tiago Guedes, que se estreará nos cinemas em dezembro.
Da carreira de Manolo Solo, ainda que em muitos papéis secundários, ficam filmes "que marcaram as últimas décadas" do cinema espanhol, como sublinhou a Academia de Cinema de Espanha, citando dois em que foi protagonista: "Fechar os Olhos" (2023), de Víctor Erice, e "A Quinta" (2025), de Avelina Prat.
Nascido em Algeciras, em 1964, Manuel Serrano licenciou-se em Sevilha em Ciências da Educação, mas nunca chegou a exercer a docência. Fez parte de bandas rock como Los Relicarios, Combo Crónico e Lso Kevin Bacons, adoptando o nome artístico Manolo Solo, e enverdou pela representação em televisão e teatro.
Trabalhou com criadores como Alberto Rodríguez, Guillermo del Toro, Isabel Coixet, José Luis Cuerda, Álex de la Iglesia e Alejandro Amenábar, entrou nas peças "Mrs. Dalloway", "Romeu e Julieta" "Bodas de Sangue", entre outras produções.
Manolo Solo venceu um prémio Goya pelo filme “Tarde para la ira” (2016) e esteve nomeado noutras ocasiões, nomeadamente em 2024 com “Fechar os Olhos” e este ano com “A Quinta”, no qual contracenou com a atriz portuguesa Maria de Medeiros.
Manolo Solo foi distinguido com vários outros prémios, nomeadamente o Prémio do Sindicato de Atores de Espanha, o prémio do Círculo de Escritores Cinematográficos e o prémio Luz do Festival de cinema Ibero-americano de Huelva.










