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As candidaturas à segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior vão terminar no dia 20 de setembro, dois dias antes do inicialmente previsto, conforme despacho publicado esta quinta-feira.

O Instituto para o Ensino Superior (IES) definiu que o período de candidaturas decorrerá entre 24 de agosto e 20 de setembro, terminando assim num domingo.

Esta decisão surge na sequência dos problemas registados no processo de digitalização dos cerca de 300 mil exames do 11.º e 12.º ano, que causaram atrasos e dificuldades no acesso dos alunos às suas classificações.

Para mitigar os efeitos destes atrasos, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) anunciou uma época especial de exames, cujas inscrições decorrem entre 27 e 31 de julho, com as provas agendadas entre 3 e 8 de setembro.

Os alunos poderão realizar estas provas na época especial e escolher a melhor nota obtida para se candidatarem ao ensino superior.

O calendário das provas da época especial é o seguinte: no dia 3 de setembro realizam-se as provas de Português, Português Língua Segunda, Português Língua Não Materna, Literatura Portuguesa, Economia A, História da Cultura e das Artes e Latim.

No dia 4 são realizadas as provas de História A, Biologia e Geologia, História B, Geometria Descritiva A, Alemão, Espanhol, Francês, Italiano e Mandarim.

As provas de Matemática A, Matemática B, Matemática Aplicada às Ciências Sociais e Filosofia decorrem no dia 7 de setembro.

Por fim, no último dia da época especial, 8 de setembro, realizam-se as provas de Desenho A, Física e Química A, Geografia A e Inglês.

Esta foi a primeira vez que os exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, processo que apresentou diversas falhas técnicas.

As pautas com os resultados começaram a ser afixadas apenas na sexta-feira à noite, mas houve alunos que não conseguiram aceder às suas classificações ou que receberam notas incorretas, situação que levou o Júri Nacional de Exames a identificar falhas.

Apesar destes atrasos na divulgação das notas, o Ministério manteve os prazos da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, cujo prazo termina a 6 de agosto.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou sentir-se "totalmente legitimado" para continuar a fazer o seu trabalho, na sequência das recentes polémicas relacionadas com as obras realizadas na sua casa em Odemira e com o atrelado apreendido numa operação policial ligado ao construtor que trabalhou na sua propriedade.

"Quero dizer que me sinto totalmente legitimado para continuar a fazer o meu trabalho. Eu hoje estive aqui como ministro da Administração Interna. Se sentisse o contrário, não estaria aqui", declarou Luís Neves à saída da cerimónia que decorreu na Liga dos Bombeiros Portugueses, em Lisboa.

Na terça-feira, o ministro revelou estar a reunir documentos considerados importantes no âmbito das polémicas que têm vindo a público nas últimas semanas.

A Polícia Judiciária anunciou que abriu um inquérito sobre um atrelado apreendido num processo de tráfico de droga, que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, responsável pelas obras numa propriedade do ministro da Administração Interna.

A Procuradoria-Geral da República confirmou a existência de um inquérito relacionado com bens apreendidos no âmbito da 'Operação Pacoba', processo que envolve o atrelado em causa.

Em comunicado, a direção nacional da Polícia Judiciária explicou que "teve conhecimento de que uma galera apreendida, no âmbito de um inquérito relacionado com o tráfico de estupefacientes, havia sido movimentada e parqueada em Barcelos".

A polémica teve início a 10 de julho, quando o semanário Nascer do Sol noticiou que o ministro contratou a empresa Construbarcelos para remodelar uma propriedade sua em Odemira, empresa que tinha anteriormente realizado obras na Polícia Judiciária quando Luís Neves era diretor nacional.

Segundo o semanário, entre 2020 e 2025, a Construbarcelos recebeu cerca de 1,9 milhões de euros em contratos públicos, valor que foi confirmado posteriormente pelo próprio ministro numa entrevista à TVI/CNN.

Por sua vez, a Câmara Municipal de Odemira informou que está a verificar a legalidade das obras realizadas no imóvel particular do ministro, situado na freguesia de São Teotónio.

Em resposta escrita à agência Lusa, o município esclareceu que "não está em curso qualquer processo de licenciamento ou comunicação de obras nos prédios" localizados na freguesia de São Teotónio.

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