O preço do gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos por litro e o da gasolina 3,5 cêntimos na próxima semana, caso se mantenha a atual tendência, segundo estimativa da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis e Lubrificantes (ANAREC).
Com base nos valores atuais da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e nas previsões das variações no fecho do mercado na quinta-feira, o preço médio da gasolina simples 95 deverá subir para 2,009 euros por litro, enquanto o gasóleo simples deverá atingir os 2,058 euros por litro.
A média final só ficará fechada ao final do dia, podendo registar alterações conforme a evolução das cotações internacionais do petróleo. O custo final na bomba poderá ainda variar consoante o posto de abastecimento, a marca e a localização. A atualização do desconto do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) deverá atenuar a subida.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, solicitou à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) um estudo detalhado sobre a formação e evolução dos preços dos combustíveis praticados nos postos de abastecimento.
O pedido pretende avaliar se os preços de venda ao público têm acompanhado a evolução das cotações internacionais do petróleo, do gasóleo e da gasolina, bem como a rapidez com que os operadores repercutem as subidas e descidas.
A ERSE recebeu o pedido em 15 de julho e dispõe de 20 dias úteis para apresentar a análise. Caso estejam reunidos os pressupostos previstos na lei, a ministra solicitou ainda que o regulador avalie uma eventual proposta de fixação excecional de margens máximas.
Após uma subida inicial dos preços devido à guerra no Irão, à tensão geopolítica no Médio Oriente e ao encerramento do estreito de Ormuz, os preços dos combustíveis diminuíram durante o cessar-fogo entre Washington e Teerão.
No entanto, com o retomar do conflito, nas últimas semanas verificou-se uma inversão dessa tendência, com aumento do preço do barril de petróleo e subida dos preços dos combustíveis.
Na abertura das bolsas europeias, o preço do barril de Brent caiu 2,04%, situando-se nos 98,71 dólares, depois de ter alcançado os 101 dólares durante a madrugada.
O equivalente norte-americano, West Texas Intermediate (WTI), registou uma descida de 1,80%, para 90,53 dólares.
Após a décima terceira noite de ataques dos Estados Unidos contra alvos iranianos, o preço do petróleo aliviou das subidas registadas na quinta-feira.
Durante a semana, o barril do Brent chegou a encarecer mais de 10 dólares, numa altura em que o presidente norte-americano, Donald Trump, prometia continuar os ataques ao Irão, sobretudo depois do envolvimento dos Huthis no conflito na região.
O Ministério da Educação recebeu até hoje cerca de 8.900 pedidos de reapreciação das provas do Ensino Secundário, um aumento de 43% face aos 6.200 pedidos registados na primeira fase do ano passado, anunciou o ministro Fernando Alexandre.
O ministro explicou que, "com toda a incerteza que existiu" no processo de classificação digital, houve este aumento expressivo no número de pedidos de reapreciação, enquanto ainda decorre o prazo para os alunos que receberam as classificações com atraso.
Até quinta-feira à noite, continuavam cerca de 600 alunos que tinham recebido uma prova "que não correspondia na totalidade ao seu caso", revelou Fernando Alexandre em declarações na Universidade do Minho, durante a cerimónia de criação do Consórcio de Escolas de Ciências (CEC).
Na véspera, o ministro tinha referido haver problemas com 680 exames, considerando este número residual face ao universo de aproximadamente 290 mil provas realizadas.
Os alunos dispõem de dois dias úteis para pedir a reapreciação após receberem as provas para consulta.
A maioria dos estudantes teve acesso às provas durante o fim de semana, mas ainda há alunos sem notas atribuídas ou sem acesso às suas provas, pelo que o prazo para pedir reapreciação continua a decorrer para alguns casos.
A linha SNS 24 já ultrapassou este ano as quatro milhões de chamadas e deverá terminar 2026 com mais de sete milhões de contactos, um volume de procura que só encontra paralelo durante a pandemia, anunciou o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Luís Goes Pinheiro.
Este centro de contacto telefónico do Serviço Nacional de Saúde (SNS), disponível no número 808 24 24 24, assinala nove anos de funcionamento, sucedendo à Linha de Saúde 24, e integra ainda um portal e uma aplicação móvel, que registam respetivamente cerca de cinco milhões de acessos anuais e mais de 14 milhões de downloads.
Em 2025, a linha recebeu 5,8 milhões de chamadas e, até julho de 2026, já ultrapassou as quatro milhões, representando um aumento de aproximadamente 17% face ao período homólogo. Luís Goes Pinheiro prevê que "até ao final do ano, nos aproximemos ou ultrapassemos as sete milhões de chamadas".
O presidente dos SPMS classificou a linha SNS 24 como "a verdadeira porta de entrada" no SNS, destacando o crescimento sustentado da procura. Este aumento deve-se, em parte, ao projeto "Ligue Antes, Salve Vidas", implementado na generalidade dos hospitais públicos para diminuir a pressão nas urgências, bem como ao maior conhecimento da população dos vários serviços disponíveis no SNS 24.
Mais de metade dos utentes triados pela linha são encaminhados para cuidados de saúde primários, autocuidados ou teleconsultas, um serviço que arrancou no final de 2025 e já assegurou mais de 130 mil atendimentos à distância com médicos de família.
Além disso, a linha de aconselhamento psicológico, criada em 2020 durante a pandemia, registou cerca de meio milhão de chamadas, proporcionando às pessoas "a oportunidade de falar com um psicólogo", referiu Luís Goes Pinheiro.
Para fazer face ao aumento da procura, a linha SNS 24 conta atualmente com cerca de 5.000 profissionais de saúde, dos quais mais de 3.500 são enfermeiros. O presidente dos SPMS considera que a capacidade de resposta tem sido "bastante satisfatória", apesar de reconhecer que existem períodos de maior intensidade ao longo da semana, do dia e do ano.
Quanto à qualidade do serviço, Luís Goes Pinheiro afirmou que os SPMS levam "todas as queixas e todas as perceções negativas muito a sério", nomeadamente as relativas aos tempos de espera para atendimento. "O que estamos a fazer é prevenir esses momentos de maior procura para que a qualidade seja a mais homogénea possível ao longo da semana, do dia e do ano", explicou.
Os inquéritos realizados indicam que "92% dos utentes do SNS 24 estão satisfeitos ou muito satisfeitos" com o funcionamento da linha.
Um dos projetos em curso que poderá ser "muito transformador" é a utilização da Inteligência Artificial (IA) na linha, já implementada na triagem de sintomas respiratórios, estando a ser testados algoritmos para outras situações. Na prática, antes do atendimento por um enfermeiro, uma pré-triagem é realizada por um agente de IA que dialoga com o utente e propõe ao enfermeiro o encaminhamento adequado.
Segundo Luís Goes Pinheiro, "a taxa de concordância entre a opinião do enfermeiro e a sugestão do agente do IA é muito alta", situando-se nos 86%.
Relativamente ao contrato com a Altice, o presidente dos SPMS adiantou que este está a decorrer e "vai continuar a sua execução até ao seu termo", mas já estão a ser dados os primeiros passos para o lançamento de um novo concurso para assegurar a prestação do serviço.







