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A Comissão Europeia disponibilizou 3,9 mil milhões de euros à Ucrânia para a compra de drones, verba que faz parte de um empréstimo global de 90 mil milhões de euros concedido ao país.

Este valor corresponde ao primeiro pagamento de uma tranche de seis mil milhões destina da "à aquisição de drones, uma capacidade essencial que permite à Ucrânia resistir à guerra de agressão da Rússia", segundo comunicado da Comissão Europeia.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, declarou que "a capacidade de inovação da Ucrânia está no centro do seu sucesso na resistência à invasão em larga escala lançada pela Rússia". Acrescentou que "é essa capacidade que queremos apoiar. Hoje, estamos a disponibilizar uma primeira tranche de 3,9 mil milhões de euros para tecnologia avançada de drones, a fim de reforçar a defesa da Ucrânia. E haverá mais".

Kaja Kallas, Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, afirmou que "a dinâmica da guerra está a evoluir a favor da Ucrânia" e que "todos os dias, drones ucranianos fazem recuar a guerra para o território russo".

Sobre o financiamento, Kallas explicou que "este financiamento apoiará a aquisição de drones produzidos na Ucrânia" e que "nos próximos meses seguir-se-ão novos desembolsos destinados à aquisição de munições, mísseis e sistemas de defesa antiaérea". Acrescentou ainda que "enquanto a Rússia continuar a sua guerra ilegal, a UE continuará a apoiar a Ucrânia".

O empréstimo de 90 mil milhões de euros inclui 60 mil milhões em apoio militar e 30 mil milhões em apoio orçamental. Relativamente ao apoio militar, a Comissão Europeia indicou que serão desembolsados este ano 28,3 mil milhões do total previsto.

O executivo comunitário adiantou que os próximos desembolsos continuarão a financiar a aquisição de drones, alargando-se também à compra de munições, mísseis e sistemas de defesa antiaérea, "refletindo o compromisso firme da União em reforçar a resistência da Ucrânia face à contínua agressão da Rússia".

Na quarta-feira anterior, a Comissão Europeia tinha feito o primeiro desembolso do empréstimo, disponibilizando 3,2 mil milhões de euros em apoio macroeconómico à Ucrânia.

Os compositores norte-americanos Kyle Dixon e Michael Stein, autores da banda sonora da série televisiva "Stranger Things", vão atuar no Theatro Circo, em Braga, no dia 14 de novembro.

A dupla vai apresentar "a retrospetiva sonora completa que abrange as cinco temporadas da série 'Stranger Things'", pela qual venceram um Emmy e foram duas vezes nomeados aos Grammy, anunciou a sala de concertos.

A programação do Theatro Circo para os últimos quatro meses do ano inclui ainda a estreia em Braga da Cesária Évora Orchestra, no dia 12 de setembro, com Ceuzany, Elida Almeida, Lucibela, Teófilo Chantre e muitos dos músicos originais que acompanharam a artista cabo-verdiana.

Também em setembro, o Theatro Circo recebe Sensible Soccers, a apresentar um novo disco, e Gisela João, seguindo-se Glockenwise em outubro.

Em 16 de outubro, o ciclo Clube Raiz apresenta Vitorino, Janita e João Paulo Esteves com o Grupo de Cantadores do Redondo, enquanto a Sinfonietta de Braga atua no dia 21 do mesmo mês.

Em novembro, além de Kyle Dixon e Michael Stein, está confirmado o regresso a Portugal da banda Lambchop. A Orquestra de Novas Criações, Experimentações e Música Improvisada estreia duas peças de Caterina Barbieri e Éliane Radigue (1932-2026), estando também previsto um concerto do Remix Ensemble em dezembro.

O ciclo Paraíso, a realizar-se nos dias 11 e 12 de setembro, terá curadoria de BANTUMEN, CONCILIARE e Kitty Furtado.

Até ao final do ano, o Theatro Circo promove ainda o regresso do festival Semibreve, em outubro, e dos Encontros da Imagem.

A programação inclui espetáculos de Raquel Lima, Mercedes Quijada, Maria Leite Soares, Raquel André, Vítor Hugo Pontes com a Companhia Maior e Marlene Monteiro Freitas, entre outros artistas.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates foi indemnizado em 15 mil euros pelo Estado português devido à má administração da justiça no âmbito do processo Operação Marquês, decidiu o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa.

Esta sentença, datada de sábado, reconhece que o montante visa compensar o ex-governante pelos danos causados pela divulgação de informações sujeitas a segredo de justiça durante o inquérito.

José Sócrates classificou a decisão como "histórica", recordando que é "a primeira vez que o Estado é condenado por violação do segredo de justiça". O ex-primeiro-ministro afirmou ainda: "Aquelas pessoas comportaram-se como criminosos - pessoas a quem entrega a sua liberdade, a defesa da lei - comportaram-se como criminosos, querendo fazer, no fundo, um processo paralelo, que fosse julgado nos jornais e nas televisões, sem direito a defesa".

O conhecimento, por órgãos de comunicação social, da detenção de José Sócrates em novembro de 2014 no aeroporto de Lisboa e dos atos de que este era suspeito ocorreu numa fase em que apenas o juiz de instrução criminal, a Autoridade Tributária e o Ministério Público tinham acesso ao processo.

Segundo a juíza Daniela Santos Costa, "embora não se tenha apurado quem foi o concreto responsável" pelas fugas de informação, "é de intuir" que estas partiram de alguém envolvido na investigação, estando o inquérito sujeito a segredo de justiça interno na altura.

Daniela Santos Costa sustentou que tais "violações ao segredo de justiça representaram uma clara diminuição das garantias de defesa" de José Sócrates, além de constituírem "uma afronta à reserva da vida privada do autor, ao seu bom nome, honra e reputação pública enquanto antigo chefe de Governo português".

A ação foi intentada por José Sócrates em fevereiro de 2017 e julgada nos dias 15 e 16 de maio de 2026. O ex-primeiro-ministro pretendia uma indemnização total de 205 mil euros, alegando má administração da justiça e violação do direito a uma decisão num prazo razoável.

Quanto à alegação de violação do direito a uma decisão em prazo razoável, o Estado português foi absolvido.

Questionado sobre a diferença entre o montante pedido e o valor que receberá caso a sentença transite em julgado, José Sócrates rejeitou que a causa fosse sobre dinheiro, afirmando: "Acha que isto é sobre dinheiro? Acha que eu estou preocupado com o dinheiro? A minha intenção, ao sublinhar esta sentença, é o seu caráter simbólico, é a condenação do Estado".

O inquérito do processo Operação Marquês foi iniciado em 2013, passou a ser do conhecimento dos arguidos em novembro de 2014 e foi encerrado em outubro de 2017 com a dedução da acusação pelo Ministério Público contra José Sócrates e outros arguidos.

Após mais de dois anos de fase de instrução, o julgamento do antigo chefe de Governo e outros 20 arguidos por corrupção e outros crimes económico-financeiros começou em 3 de julho de 2025 no Tribunal Central Criminal de Lisboa, estando ainda por ouvir dezenas de testemunhas.

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