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O Estado registou um défice de 1.762 milhões de euros até maio, representando uma redução de 2.400,2 milhões de euros em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo a síntese de execução orçamental divulgada.

"Face ao período homólogo, o saldo das Administrações Públicas reduziu 2.400,2 milhões de euros, resultado da diminuição dos saldos da Administração Central (-3.344,1 milhões de euros; -2.174,2 milhões de euros, sem o efeito dos pagamentos para regularização de dívidas do SNS) e da Administração Regional (-62,3 milhões de euros)", indica a síntese da Entidade Orçamental.

De acordo com o documento, o saldo total das Administrações Públicas está agora em -1.762 milhões de euros até maio.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) estima que uma onda de calor, com duração entre oito a 10 dias, afetará praticamente todo o território continental, exceto algumas zonas do litoral oeste e sul.

Esta situação de tempo quente resulta de uma ação conjunta entre um anticiclone a noroeste da Península Ibérica e uma depressão no norte de África, que transportam ar muito quente e seco para Portugal.

O IPMA destaca que as temperaturas máximas poderão atingir entre 35 e 44 graus Celsius na generalidade do território, enquanto as mínimas noturnas não deverão descer dos 20°C, podendo situar-se entre 25 e 28°C em algumas regiões, incluindo a Grande Lisboa.

Segundo o Instituto, "a excecionalidade deste episódio de tempo quente está essencialmente na sua duração temporal bastante prolongada".

Desde o início do ano, o IPMA contabiliza 59 dias em onda de calor, comparados com 80 dias em 2023 e 74 dias em 2024. O período estival é o que regista maior impacto destes fenómenos.

O período de verão mais marcante em termos de onda de calor foi o de julho/agosto de 2003, com uma duração máxima de 14 dias em março deste ano e 13 dias nas ondas de abril, maio e junho. Naquele verão, foi registada a temperatura histórica de 47,3 graus na Amareleja, no concelho de Moura, Alentejo.

O IPMA regista ainda oito ondas de calor em 2024 e sete ondas de calor nos anos de 2009, 2015, 2017, 2020 e 2023, com diferentes extensões territoriais.

A partir de quarta-feira, os distritos de Évora, Beja e Portalegre estarão sob aviso laranja devido ao calor, que se estenderá a outras regiões na quinta-feira.

Quase 20 concelhos dos distritos de Bragança, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro enfrentam hoje um perigo máximo de incêndio, e todos os distritos do interior apresentam concelhos com perigo muito elevado.

Em contexto europeu, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reporta mais de 1.300 mortes desde 21 de junho devido à onda de calor, que atinge vários países da Europa Central e Oriental com temperaturas recorde.

A OMS apelou aos países europeus para reforçarem os planos de prevenção e resposta às temperaturas extremas e para integrarem estas medidas nas estratégias de adaptação às alterações climáticas.

Em Portugal, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, manifestou preocupações com a vaga de calor e admitiu que as temperaturas poderão impactar a mortalidade, à semelhança de outros países.

A Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores alertou para o aumento do risco de afogamento devido à subida das temperaturas e apelou à inclusão deste risco nas mensagens de aviso à população.

Cerca de 420 associações de bombeiros vão começar a receber, a partir de quarta-feira, um subsídio mensal de 10.800 euros por cada ambulância de socorro pré-hospitalar, o que representa um aumento de 2.000 euros, anunciou o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, afirmou que os novos valores a pagar aos parceiros do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) – incluindo os corpos de bombeiros e a Cruz Vermelha Portuguesa – entram em vigor após o reforço orçamental ter sido assegurado.

"O reforço orçamental já está feito", garantiu Luís Mendes Cabral, referindo que foram disponibilizados 30 milhões de euros para garantir o acréscimo do subsídio a partir de julho e para acomodar os aumentos já realizados em 2025.

Este subsídio mensal fixo destina-se a compensar a disponibilidade e os encargos com a tripulação de cada ambulância, designadas como Postos de Emergência Médica (PEM), que operam 24 horas por dia e asseguram cerca de 90% do socorro pré-hospitalar no país.

Em 2025, o subsídio passou de 6.690 euros para 8.760 euros por mês por ambulância, um aumento que o INEM não conseguiu suportar com as suas verbas próprias até à concretização do referido reforço orçamental.

Este ano, o valor do subsídio voltou a subir para 10.800 euros mensais por cada uma das 520 ambulâncias que integram o SIEM.

Além do aumento do subsídio fixo, os restantes subsídios variáveis previstos nos protocolos entre o INEM e as associações de bombeiros, que cobrem despesas como quilómetros percorridos e material nas ambulâncias, serão atualizados de acordo com a inflação, acrescentou Luís Mendes Cabral.

O presidente do INEM revelou ainda que a componente financeira do acordo já está concluída com a Liga dos Bombeiros Portugueses, estando em negociação alguns pontos técnicos, com a perspetiva de que o acordo possa ser assinado em breve. Seguir-se-á então o processo de atualização dos protocolos com cada associação de bombeiros do SIEM.

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