O Ministro da Educação, Fernando Alexandre, anunciou a realização de uma época especial de exames nacionais no início de setembro para os alunos que tenham sido prejudicados devido a erros no processo de classificação das provas.
Em conferência de imprensa, o ministro explicou que esta medida se destina a dar uma oportunidade a alunos que não disponham de toda a informação necessária para decidir se devem ou não participar na segunda fase dos exames nacionais. Estes poderão realizar provas numa época especial, permitindo-lhes concorrer na segunda fase.
Fernando Alexandre referiu que a situação pode ocorrer quando um pedido de reapreciação de prova não seja concluído a tempo, pelo que esta época especial visa garantir que nenhum estudante seja prejudicado quer nas suas classificações, quer no acesso ao ensino superior.
Até às 11h30 do dia do anúncio, mais de metade das provas, cerca de 180 mil num total de 290 mil, já tinham sido entregues aos alunos para que pudessem decidir sobre a reapreciação.
O ministro sublinhou: "Nenhum aluno será prejudicado, seja nas suas classificações seja no acesso ao ensino superior".
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, anunciou que o calendário da primeira fase do acesso ao ensino superior será mantido, apesar dos constrangimentos verificados na classificação e divulgação das notas dos exames nacionais do ensino secundário.
Em conferência de imprensa realizada em Lisboa, o governante afirmou: "Não há necessidade de alterar o calendário da primeira fase, que decorre entre hoje e 06 de agosto".
Fernando Alexandre explicou que os regulamentos em vigor garantem a possibilidade de os candidatos atualizarem a sua candidatura na sequência da reapreciação de provas, o que justifica a manutenção do calendário previsto.
O Tribunal Central Criminal de Lisboa absolveu hoje todos os arguidos, incluindo o ex-banqueiro Ricardo Salgado, num processo relacionado com a alegada corrupção de um antigo vice-presidente do Banco do Brasil.
O antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES) estava acusado de ter pago, com recurso a entidades em paraísos fiscais, 1,8 milhões de dólares (cerca de 15,7 milhões de euros ao câmbio atual) a Allan Simões Toledo para que o Banco do Brasil financiasse em 200 milhões de dólares (quase 175 milhões de euros ao câmbio atual) ao banco português, falido em 2014.
Os atos sob suspeita foram praticados entre 2011 e 2014 e o antigo vice-presidente do Banco do Brasil não era arguido neste processo, cujo julgamento começou em 20 de maio de 2025.







