O Júri Nacional de Exames (JNE) anunciou a reclassificação dos exames nacionais de Física e Química A devido a um erro na avaliação de um item da prova.
As novas pautas serão enviadas às escolas na manhã de 20 de julho de 2026.
O JNE explicou que foi identificado um problema de parametrização relacionado com a leitura automática do item 7.1 da versão 2 da prova nacional (715). Este erro afetou 12.603 alunos, dos quais 11.446 tiveram a nota aumentada e 1.117 viram a sua nota diminuída, segundo o ministro da Educação, Fernando Alexandre.
"Esse erro foi analisado, confirmado e corrigido imediatamente de forma sistemática. Assim, as provas de todos os alunos que realizaram a versão 2 deste exame tiveram a sua classificação revista de acordo com a parametrização correta", referiu o ministro.
Fernando Alexandre sublinhou que "este caso evidencia uma das vantagens deste modelo de classificação eletrónica, uma vez que, identificado o erro, é possível corrigi-lo de forma sistemática e célere, repondo a justiça e o rigor na avaliação dos alunos".
As falhas no processo de digitalização das provas motivaram o adiamento da divulgação dos resultados, que foi reagendada para a sexta-feira anterior, mas as escolas só começaram a receber as notas no início da noite desse dia.
Na mesma noite, as notas foram afixadas, contudo mais de 1.400 exames surgiram nas pautas com a indicação de "suspenso" devido a falhas no processo, enquanto muitas outras notas tiveram de ser corrigidas posteriormente, conforme o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA).
Apenas no domingo foram enviados às escolas os ficheiros relativos aos 1.400 exames com nota suspensa.
Termina a 20 de julho o prazo para inscrição dos alunos na 2.ª fase dos exames nacionais, que deverão começar na terça-feira seguinte.
O Ministro da Educação, Fernando Alexandre, anunciou a realização de uma época especial de exames nacionais no início de setembro para os alunos que tenham sido prejudicados devido a erros no processo de classificação das provas.
Em conferência de imprensa, o ministro explicou que esta medida se destina a dar uma oportunidade a alunos que não disponham de toda a informação necessária para decidir se devem ou não participar na segunda fase dos exames nacionais. Estes poderão realizar provas numa época especial, permitindo-lhes concorrer na segunda fase.
Fernando Alexandre referiu que a situação pode ocorrer quando um pedido de reapreciação de prova não seja concluído a tempo, pelo que esta época especial visa garantir que nenhum estudante seja prejudicado quer nas suas classificações, quer no acesso ao ensino superior.
Até às 11h30 do dia do anúncio, mais de metade das provas, cerca de 180 mil num total de 290 mil, já tinham sido entregues aos alunos para que pudessem decidir sobre a reapreciação.
O ministro sublinhou: "Nenhum aluno será prejudicado, seja nas suas classificações seja no acesso ao ensino superior".







