O ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirmou que cumpriu a sua missão no processo de classificação dos exames nacionais, apesar dos problemas registados, que foram entretanto corrigidos.
Durante uma conferência de imprensa no dia em que começam as candidaturas do concurso nacional de acesso ao ensino superior, o governante reconheceu os erros ocorridos, mas garantiu que nenhum aluno será prejudicado.
"Eu cumpri a minha missão", afirmou Fernando Alexandre, referindo-se às críticas e relatos de alunos sem notas ou com erros nas classificações.
Em resposta aos jornalistas sobre a estabilidade do seu cargo, disse: "Se isto tivesse corrido muito mal, não haveria dúvidas de que a minha posição estaria em causa" e acrescentou que "no final do dia de hoje" poderá "dormir tranquilamente".
O ministro reiterou ainda que "enquanto aqui estiver será sempre a escolha do primeiro-ministro".
O Júri Nacional de Exames (JNE) anunciou a reclassificação dos exames nacionais de Física e Química A devido a um erro na avaliação de um item da prova.
As novas pautas serão enviadas às escolas na manhã de 20 de julho de 2026.
O JNE explicou que foi identificado um problema de parametrização relacionado com a leitura automática do item 7.1 da versão 2 da prova nacional (715). Este erro afetou 12.603 alunos, dos quais 11.446 tiveram a nota aumentada e 1.117 viram a sua nota diminuída, segundo o ministro da Educação, Fernando Alexandre.
"Esse erro foi analisado, confirmado e corrigido imediatamente de forma sistemática. Assim, as provas de todos os alunos que realizaram a versão 2 deste exame tiveram a sua classificação revista de acordo com a parametrização correta", referiu o ministro.
Fernando Alexandre sublinhou que "este caso evidencia uma das vantagens deste modelo de classificação eletrónica, uma vez que, identificado o erro, é possível corrigi-lo de forma sistemática e célere, repondo a justiça e o rigor na avaliação dos alunos".
As falhas no processo de digitalização das provas motivaram o adiamento da divulgação dos resultados, que foi reagendada para a sexta-feira anterior, mas as escolas só começaram a receber as notas no início da noite desse dia.
Na mesma noite, as notas foram afixadas, contudo mais de 1.400 exames surgiram nas pautas com a indicação de "suspenso" devido a falhas no processo, enquanto muitas outras notas tiveram de ser corrigidas posteriormente, conforme o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA).
Apenas no domingo foram enviados às escolas os ficheiros relativos aos 1.400 exames com nota suspensa.
Termina a 20 de julho o prazo para inscrição dos alunos na 2.ª fase dos exames nacionais, que deverão começar na terça-feira seguinte.







