O ministro da Educação assegura que serão divulgadas hoje todas as informações relativas à época especial de exames criada para os alunos prejudicados pelo processo de digitalização dos exames nacionais.
Fernando Alexandre, ouvido no parlamento a pedido do PCP e do Livre, afirmou que "hoje serão dadas todas as informações sobre a época especial e serão garantidos os mesmos direitos a estes alunos".
Acerca das acusações de que estes alunos seriam prejudicados por serem "empurrados" para uma segunda fase com falhas na digitalização, o ministro sublinhou que "esses concorrem sempre para um número mais limitado de vagas".
O prazo final da época especial está inicialmente fixado para 14 de setembro, mas "terá de ser prolongada por mais alguns dias", adiantou Fernando Alexandre, que na segunda-feira reconheceu erros no processo de classificação das provas.
O governante anunciou ainda que os alunos que não dispuserem de toda a informação necessária para decidir sobre a realização da segunda fase terão a possibilidade de realizar exames numa época especial no início de setembro.
Estas datas implicam a alteração do calendário da segunda fase do concurso, pelo que será necessária uma articulação com o Conselho de Reitores das Universidades e com o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.
O presidente do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQa), Luís Pereira, assegurou que o sistema de digitalização das provas dos exames nacionais do ensino secundário foi testado várias vezes antes da sua implementação definitiva.
Durante uma audição parlamentar requerida pelos grupos do Livre e do PCP, Luís Pereira afirmou que "o sistema de digitalização de fichas de prova foi testado várias vezes" e que foi seguido "um processo de pilotagem sistemático que não começou ontem".
O responsável sublinhou que a implementação foi gradual, iniciando-se com as provas do 9.º ano, sendo os exames nacionais do ensino secundário deixados para a última fase após a testagem dos sistemas.
Sobre as provas do 9.º ano, Luís Pereira referiu que "a prova de matemática do 9.º ano utiliza um sistema idêntico e não teve problemas logo na primeira aplicação", destacando que parte da prova é realizada pelos alunos em papel e posteriormente digitalizada.
Na sua primeira declaração pública desde o início dos exames nacionais do ensino secundário digitalizados, o presidente do EduQa afirmou ainda que "quem acha que esta é uma transição assética, nunca implementou nada desta complexidade".







