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Israel anuncia grande operação militar na Cisjordânia ocupada

Os colonatos israelitas na Cisjordânia são considerados ilegais à luz do direito internacional

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou hoje o início de uma operação militar na Cisjordânia ocupada, incluindo a retirada forçada de residentes palestinianos, após um ataque que feriu cinco israelitas.

"As Forças de Defesa de Israel entrarão nos bairros de onde saíram os terroristas, retirarão os residentes, realizarão buscas casa a casa e desmantelarão as infraestruturas terroristas", prometeu Netanyahu numa mensagem em vídeo.

O primeiro-ministro, que se deslocou hoje à zona onde ocorreu o ataque, perto da cidade de Hebron, garantiu que o Exército está preparado para uma operação "numa escala nunca vista desde a Guerra dos Seis Dias", em 1967.

Netanyahu prometeu ainda reforçar as infraestruturas dos colonatos israelitas no território ocupado, afirmando que o Governo está a estabelecer e a legalizar mais de uma centena de novas comunidades.

Os colonatos israelitas na Cisjordânia são considerados ilegais à luz do direito internacional.

O ministro da Defesa, Israel Katz, que visitou Hebron juntamente com Netanyahu, confirmou que o bairro de onde terão partido os autores do ataque será evacuado e que as infraestruturas consideradas terroristas por Israel serão destruídas.

Segundo Katz, a operação seguirá o modelo aplicado anteriormente no campo de refugiados de Jenin, no norte da Cisjordânia.

O ataque que desencadeou a resposta militar ocorreu hoje no cruzamento de Judeia, nas proximidades de Hebron.

Dois dos atacantes foram mortos por militares israelitas, enquanto o Exército prosseguia as buscas para identificar outros possíveis envolvidos.

Dois soldados israelitas também morreram no ataque, enquanto outros três sofreram ferimentos ligeiros.

Katz afirmou que os atacantes pertenciam a uma célula do movimento islamita palestiniano Hamas, proveniente de Hebron, e que pretendiam realizar um ataque de grandes dimensões contra civis israelitas.

O Hamas saudou o ataque e apelou à realização de novos tiroteios contra israelitas, mas não reivindicou a sua autoria.

O anúncio da operação militar ocorre a quatro dias das eleições legislativas israelitas, marcadas para terça-feira, 27 de outubro, num contexto de crescente tensão política e acusações da oposição sobre a utilização eleitoral das questões de segurança.

Na quinta-feira, o dirigente da oposição Gadi Eisenkot acusou o ministro da Defesa de procurar desviar responsabilidades políticas ao advertir para a possibilidade de ataques iranianos durante a votação.

Outros responsáveis da oposição, incluindo Yair Lapid e Yair Golan, questionaram igualmente as declarações do Governo e alertaram para a possibilidade de operações militares com objetivos eleitorais.

Outubro 23, 2026 . 17:45

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