
Viseu e Porto unidos pelo turismo e pela mobilidade
Os municípios de Viseu e Porto “querem construir um futuro em conjunto” e o primeiro passo foi dado com uma reunião de trabalho que junto os dois presidentes de câmara, João Azevedo e Pedro Duarte, respetivamente.
“O presidente da Câmara do Porto acaba por representar bem, não só aquilo que nós defendemos para a estratégia dos interesses do poder local, mas também aquilo que podemos reivindicar no presente e no futuro”, começou por explicar o autarca viseense, no final do encontro, revelando que foram aprofundados dois temas, nomeadamente, a mobilidade gratuita e o turismo.
Porto e Viseu “deram o pontapé de saída” nessa gratuitidade, recordou João Azevedo, sublinhando que os dois autarcas têm “uma ideia e um projeto futuro, não só para as regiões mais distantes do poder central, como é o caso de Viseu, mas também para as áreas metropolitanas como é o caso do Porto”.
Pedro Duarte lembrou que “Porto, Viseu e Cascais estão a experimentar, de forma muito inovadora, soluções de mobilidade para as populações que incentivem a utilização do transporte público”, com vantagens económicas, sociais e ambientais. O autarca referiu que, face ao custo de vida cada vez mais elevado, há muitas famílias que “têm de fazer contas ao final do dia” e a mobilidade gratuita representa menos um encargo. Além disso, traz vantagens ao nível da circulação, do conforto, do ambiente e da qualidade de vida. “Menos carros, significam menos poluição e mais áreas disponíveis para as famílias poderem passear e conviver em comunidade”, destacou.
“Temos capacidade de beneficiar as nossas populações desta forma e quisemos partilhar experiências a esse respeito”, explicou o presidente da Câmara do Porto, revelando que o objetivo é também “perceber como podemos aperfeiçoar o que já implementamos e como nos podemos juntar para outros municípios poderem seguir esse caminho”. “Se pudermos ajudar a que estas medidas sejam disseminadas todos ganhamos com isso”, admitiu.
Quanto ao turismo, João Azevedo referiu que Viseu “tem muito a ganhar com esta relação com a câmara, o concelho e a região do Porto”. “Queremos muito fazer uma ‘ponte’ entre os dois territórios de forma a captar mais turistas para esta região”, sublinhou.
Em relação a essa questão, Pedro Duarte adiantou que “a experiência do turista sai beneficiada se não se limitar a um território muito pequeno no centro da cidade do Porto”. “A experiência do turista tem de ser mais alargada”, defendeu, explicando que o objetivo é encontrar roteiros diferentes para que quem viajar para o Porto possa também usufruir das “características excecionais” de Viseu e do seu território. Na sua opinião, o turista poderá regressar ao seu país mais satisfeito com uma experiência mais abrangente.
Os dois autarcas admitiram que o aeródromo municipal de Viseu poderá ser uma ferramenta importante na questão do turismo, com Pedro Duarte a referir que já há turistas que, com alguma regularidade, escolhem o aeródromo viseense para depois se deslocarem ao Porto, fugindo a “uma maior confusão” que poderá existir no Aeroporto Sá Carneiro. “Havendo essa capacidade já instalada seria pouco inteligente não a aproveitar”, defendeu.
“Primeiro temos de criar este projeto de ligação virtual. Este movimento pendular entre os dois territórios terá de ser preparado e depois ‘vendido’ para que as pessoas possam ‘consumir’ esse produto”, disse, por sua vez, João Azevedo, sublinhando que o ‘masterplan’ que está ser preparado pela Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões para o aeródromo de Viseu também contempla a componente turística e a sua proximidade ao Porto.







