
Mata do Bussaco torna-se laboratório vivo
A Mata do Bussaco vai tornar-se um laboratório vivo para universidades da região Centro, depois de terem sido formalizados protocolos de cooperação que visam aproximar o ensino superior e a investigação científica, revelou hoje o presidente daquela Fundação.
“Se queremos ser uma referência internacional em matéria de conservação da natureza e turismo de saúde, temos de aplicar as melhores práticas de gestão que existem no mundo. Isso só é possível através de uma estreita proximidade ao meio académico e científico”, destacou o presidente do conselho diretivo da Fundação Mata do Bussaco, Gonçalo Breda Marques.
A Fundação Mata do Bussaco formalizou uma rede de protocolos de cooperação com instituições de ensino superior da região Centro, designadamente a Universidade de Aveiro, a Universidade Politécnica de Coimbra, em particular a Escola Superior Agrária e Coimbra Business School ISCAC, e o Instituto Superior Miguel Torga (ISMT).
“O objetivo é claro: aproximar o ensino superior e a investigação científica da Mata Nacional do Bussaco”.
De acordo com a Fundação, a Mata Nacional do Bussaco assume-se assim como um verdadeiro “laboratório vivo”, abrindo portas para que estudantes, docentes e investigadores possam desenvolver oportunidades de estágios e dissertações, projetos de investigação e outras iniciativas de caráter científico e académico.
As parcerias vão cruzar diferentes áreas do saber: a Biologia e as Ciências Agrárias (Universidade de Aveiro e Escola Agrária), a Gestão e Economia (IPC e ISCAC) e as Ciências Sociais e da Saúde (ISMT), esta última com particular enfoque em projetos inovadores de bem-estar e contacto com a natureza.
“Este ecossistema de parcerias reforça o compromisso comum de criar valor direto para a comunidade académica, por um lado, e para a preservação sustentável da floresta, por outro”, concluiu a Fundação Mata do Bussaco.
A Mata do Bussaco, localizada na freguesia do Luso, concelho da Mealhada (distrito de Aveiro), foi classificada como monumento nacional em dezembro de 2017.
Ocupa atualmente cerca 105 hectares e possui uma das melhores coleções dendrológicas da Europa, com cerca de 250 espécies de árvores e arbustos com exemplares notáveis.







