As Universidades Seniores devem ser, também, um investimento estratégico na Economia da Longevidade!
No entanto, as consequências não são apenas de perfil social ou de saúde. É também um desafio económico! Uma população mais envelhecida, não tem de ser mais frágil!
Portugal tem um problema demográfico, mas também diversas oportunidades. A discussão sobre o envelhecimento é centrada essencialmente sobre os custos, como as pensões, saúde e respostas sociais, mas esta discussão deixa de fora uma parte importante do tema.
O conceito de Economia da Longevidade tem uma abordagem subjacente, que visa transformar uma vida mais longa, em oportunidades de crescimento e desenvolvimento económico-social, reafirmando que as pessoas mais velhas não são apenas beneficiárias de cuidados, mas são também cidadãos ativos, consumidores com caraterísticas diferenciadas, trabalhadores e empreendedores, numa eventual segunda vida ativa.
A reforma já não deve representar, necessariamente, um período de inatividade e também a educação e formação, não deve acabar com a saída do mercado de trabalho tradicional. Uma das maiores riquezas de uma sociedade mais velha é o conhecimento e a experiência acumulada.
As Universidades Seniores, devem funcionar como espaços de transmissão desse conhecimento e experiência.
O capital humano não pode ser desperdiçado, seja qual for a sua idade. Porque combater o isolamento, também é uma questão económica, as Universidades Seniores, desempenham funções que vão muito para além das salas de aula. São lugares de encontros, dinamizadores de amizades, realização de atividades culturais, visitas, inclusão em projetos comunitários e sociais e participação em iniciativas locais.
A transformação digital, é outro dos grandes desafios associados à longevidade e que as Universidades Seniores devem ajudar a cumprir, para permitir uma menor desigualdade digital, facilitando formação adaptada.
Hoje, a utilização dos serviços públicos online, o acesso aos Bancos, o comércio eletrónico, as redes sociais, a comunicação via email ou a inteligência artificial, exige ferramentas e conhecimento que nem sempre foram adquiridos durante a vida profissional.
Mais capacitação e mais autonomia digital, facilitará a resolução de muitos problemas, a segunda vida ativa, acesso a mais informação, à cultura, oportunidade de participação social e, muito relevante, a comunicação com familiares e amigos. A criação de projetos entre gerações que as Universidades Seniores devem promover, através de colaboração com Escolas, Universidades, Associações e Autarquias são também uma forma de fazer circular o conhecimento e as experiências diferenciadas.
É dentro deste contexto e objetivos que a Universidade Senior de Rotary de Viseu, vai fazendo o seu caminho, ao longo de 25 anos, com mais de 30 áreas disciplinares e mais de 270 alunos, procurando ter uma participação ativa, no sentido de dar mais vida aos anos e mais envolvimento na comunidade, sendo também um polo de desenvolvimento humano, económico e social, numa sociedade que tem que aprender a viver mais!





