
Brasil/Eleições: Mais de 134.000 brasileiros recenseados em Portugal deverão votar domingo
De acordo com a legislação brasileira, citada no 'site' do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto é obrigatório para todos os cidadãos alfabetizados, dos 18 aos 70 anos, mesmo que estejam emigrados.
Dessa forma, os imigrantes brasileiros em Portugal tinham até maio para atualizar a sua morada eleitoral no TSE para poderem exercer o seu dever. Quem não puder votar deve justificar a ausência no 'site' do TSE ou na 'app' "e-Título", explicam as autoridades brasileiras.
Assim, domingo, 134.797 eleitores brasileiros em Portugal poderão ir às urnas para votar, mas apenas irão ajudar a eleger o Presidente e o vice-Presidente da República. A votação para governadores, deputados e senadores é restrita aos cidadãos que vivam no país.
Relativamente ao local de voto, Portugal está dividido em três jurisdições consulares que vão condicionar o ato eleitoral: Porto, Lisboa - onde pertencem as ilhas dos Açores e da Madeira - e Faro, explica o TSE.
Os cidadãos brasileiros poderão consultar e confirmar a sua secção de voto através da 'app' "e-Título".
A jurisdição do Porto votará no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP). Em Lisboa, devido ao elevado número de eleitores, o escrutínio está dividido pela Reitoria da Universidade de Lisboa, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em Faro poderão votar na sede do consulado.
Em Lisboa estão inscritos cerca de 79.000 eleitores, no Porto são mais de 47.000 e em Faro perto de 9.000.
Para o voto será necessário um documento brasileiro oficial com foto. Contudo, em Lisboa, o consulado abriu uma exceção e vai aceitar documentos portugueses oficiais com foto.
Segundo uma informação enviada à Lusa pelo cônsul-geral do Brasil em Lisboa, Alessandro Candeas, o registo de voto vai contar como prova de vida para o Instituto Nacional do Seguro Social (segurança social) para os maiores de 70 anos.
Portugal é o segundo maior colégio eleitoral no estrangeiro, atrás dos Estados Unidos da América.
O Brasil entrou segunda-feira numa nova fase da corrida presidencial, na qual 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar, com o início dos congressos partidários destinados a oficializar os candidatos às eleições, numa altura em que as sondagens dão vantagem ao Presidente, Lula da Silva, sobre o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-Presidente Jair Bolsonaro.
Embora as eleições se apresentem como um duelo entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, outros partidos, sobretudo no campo conservador, também irão apresentar os seus candidatos à Presidência, entre os quais Romeu Zema, ex-governador do estado de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado, ex-governador do estado de Goiás.








