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Viseu quer criar passadiço nas copas das árvores do Parque da Aguieira

Projeto representa um investimento de 700 mil euros e visa aproveitar um dos pulmões verdes da cidade

‘Treetop Walk Viseu’. É esse o nome do projeto que o executivo viseense pretende implementar no Parque Urbano da Aguieira, numa zona que já conta com a Ecopista do Dão e que tem o rio Pavia a cerca de 100 metros de distância.
A iniciativa, que representa um investimento de 700 mil euros, foi apresentada esta manhã aos jornalistas, no final da reunião do executivo, e, de acordo com o presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo, é “um grande investimento que vai ser feito na fruição e na qualidade da vida dos viseenses e na utilização daquele espaço”.
O vereador do Ambiente, Pedro Ribeiro, destacou o Parque Urbano da Aguieira, como “pulmão da cidade, que ainda não está explorado turisticamente, embora conte com alguns trilhos”, sendo este projeto o pontapé de saída para uma exploração turística, que se pretende “não invasiva e sustentável”. “O Treetop Walk Viseu é um passadiço em altura, que terá uma extensão de 250 metros. Além de termos uma visão e uma interpretação da natureza de outra forma, há também uma plataforma que permite serem explorados os aspetos pedagógicos, com visitas de turmas e turistas, sessões de astronomia e observação de árvores”, explicou o autarca.
Aproveitando um plano de pormenor de 2008 que existia para o local, o atual executivo eliminou as intervenções mais invasivas, porque “não deviam estar presentes nesta reformulação, mas há aspetos que são muito válidos e que são bastante interessantes para poderem ser capturados para o projeto global”, adiantou Pedro Ribeiro.
De acordo com o vereador, o projeto deverá atrair o interesse de privados em três áreas não invasivas, nomeadamente o glamping, o parque aventura e a exploração dos trilhos pedestres, tendo em conta que o parque é “uma jóia da biodiversidade”. “Se a Mata do Fontelo tem uma história fabulosa, mas que data essencialmente do século XII e é um carvalhal, com depois apontamentos que os bispos plantaram ao longo do tempo, este aqui tem a vegetação autóctone”, acrescentou.
“O Turismo do Centro de Portugal emitiu o parecer sobre o especial interesse deste projeto, uma vez que nos 100 concelhos da região de Turismo do Centro não existe nenhum projeto semelhante”, revelou Pedro Ribeiro, explicando que a decisão é justificada com o reforço da competitividade turística, de atrair mais visitantes de fazer com que as estadias possam ser mais longas. “Nós estamos a aprovar o início do processo e o concurso de uma candidatura que foi feita ao Turismo de Portugal, nomeadamente no ‘Crescer com o Turismo’.

Outubro 1, 2026 . 13:15

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