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Presidente da LPFP prevê venda de bebidas alcoólicas em estádios ainda esta época

Reinaldo Teixeira anuncia possível regresso da venda de bebidas de baixo teor alcoólico após avaliação do projeto-piloto na Supertaça

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Reinaldo Teixeira, admitiu que a venda de bebidas alcoólicas possa regressar ainda esta época a alguns estádios portugueses, após a avaliação do teste realizado na Supertaça Cândido de Oliveira entre FC Porto e Torreeense, em Coimbra.

“Estamos a aguardar o relatório da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto e pensamos que ele sairá esta semana, no máximo para a semana que vem, e depois de apreciarmos esse relatório, falaremos com os agentes de autoridade, a GNR e a PSP, para depois podermos introduzir [a venda] em alguns estádios”, afirmou Reinaldo Teixeira, no Porto, no final da Assembleia Geral ordinária da LPFP que decorreu ontem.

A venda autorizada pelo Governo no âmbito de um projeto-piloto limita-se a bebidas de baixo teor alcoólico, como cerveja e sidra, e estará dependente do parecer das forças de segurança. O dirigente explicou que esta medida será aplicada apenas em alguns recintos, salientando que grande parte das sociedades desportivas já alterou os regulamentos de segurança para permitir esta venda.

Questionado sobre o momento em que a medida poderá entrar em vigor, o presidente da LPFP revelou que a intenção inicial era começar a temporada já com a venda de bebidas alcoólicas em alguns estádios. “Pensávamos que tínhamos tudo reunido para que se iniciasse já a época com alguns estádios. Não quero dar uma data concreta, mas sinto que é essa vontade, sinto que merecem os nossos adeptos isso e vamos conseguir em breve, ainda esta época”, acrescentou.

Reinaldo Teixeira destacou ainda o crescimento das assistências nas primeiras sete jornadas das competições profissionais, indicando que mais de 700 mil espetadores passaram pelos recintos. A média por jogo na II Liga atingiu 2.196 adeptos, considerada o maior recorde de sempre, enquanto na I Liga a média foi de 12.215 espectadores.

O dirigente associou a valorização das competições ao aumento do tempo útil de jogo, atribuindo essa evolução às alterações regulamentares e ao comportamento dos principais intervenientes. “Eu sinto, nos três agentes principais, neste caso, nos jogadores, nos próprios treinadores e nos árbitros, uma preocupação de rentabilizar, dar mais tempo para o jogo”, afirmou, referindo uma maior “consciencialização” para reduzir situações de antijogo.

Reinaldo Teixeira reconheceu que o aumento do tempo útil resulta das alterações às regras introduzidas após o Mundial, destacando o “menor tempo [perdido] nos pontapés de baliza ou nos lançamentos”.

Sobre o clima de tensão pública entre dirigentes dos principais clubes portugueses, o líder da LPFP garantiu não encontrar esse ambiente nas reuniões do organismo. “Não vejo guerrilha cá dentro, dentro da nossa casa, dentro da casa das sociedades desportivas”, afirmou, sublinhando que tem existido “contributo positivo, argumentário construtivo” e “uma atitude cooperante e foco para o bem do coletivo” por parte dos clubes.

O presidente da LPFP anunciou ainda que a Arena Liga Portugal, no Porto, vai acolher nos dias 14 e 15 de outubro a primeira feira dedicada ao futebol. O evento pretende reunir diferentes setores relacionados com a modalidade e aproximá-los de clubes, adeptos e agentes desportivos.

“Temos essa preocupação em interagir com os adeptos, com as sociedades desportivas e com os agentes do futebol”, explicou Reinaldo Teixeira, acrescentando que a Liga pretende também aumentar a ligação a outras modalidades.

Setembro 30, 2026 . 14:00

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