
Macron e Sánchez dizem que Reino Unido é bem-vindo de novo à União Europeia
"Wellcome back [bem-vindo de volta]", disse o Presidente de França, Emmanuel Macron, em inglês, numa conferência de imprensa em Madrid ao lado do chefe de Governo de Espanha, Pedro Sánchez.
"Espanha aplaudiria" o regresso do Reino Unido à União Europeia (UE) e "abriria os braços de novo a um povo irmão", disse Sánchez.
Macron e Sánchez foram questionados sobre declarações de hoje do primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, em que admitiu que o regresso do Reino Unido à UE pode ser uma das opções para o futuro das relações bilaterais.
Macron, que está a fazer uma visita de Estado a Espanha, considerou que o desejo de regresso do Reino Unido é "uma muito boa notícia" e seria "uma boa decisão" por parte de Londres.
"Portanto, voltem", disse o Presidente francês, que numa conferência na terça-feira à tarde na Universidade Complutense de Madrid considerou o 'brexit' (a saída do Reino Unido da UE) é "a grande mentira dos últimos dez anos", depois de ter provacado a queda do Produto interno Bruto (PIB) britânico sem resolver a gestão das questões migratórias.
Durante um discurso no congresso do Partido Trabalhista em Liverpool, na terça-feira, o chefe do governo trabalhista afirmou querer apresentar "diferentes opções" para as relações a longo prazo com a UE por ocasião de uma cimeira prevista até ao final do ano.
Questionado na quarta-feira pela estação pública BBC, sobre as alternativas, Andy Burnham disse que o país pode continuar fora da UE, "se as pessoas acharem que é aí" que deve ficar, pode aderir à união aduaneira, ao mercado único, "ou então ir até ao fim", ou seja, reintegrar o bloco europeu.
"Existem, manifestamente, opções a considerar e temos de analisar o que é viável, bem como as vantagens e desvantagens de cada uma delas", acrescentou Burnham.
Andy Burnham, que fez campanha contra o Brexit em 2016, considerou na terça-feira que a saída da UE "trouxe mais malefícios do que benefícios" ao Reino Unido, em particular a nível económico.
O Partido Trabalhista chegou ao poder em 2024 com um programa que defendia a reaproximação à UE, mas com três linhas vermelhas: continuar fora da união aduaneira, do mercado único e da livre circulação de pessoas.







