
Primeiro-ministro elogia Guterres como “a grande referência moral das nações”
Luís Montenegro cumpre hoje em Nova Iorque o segundo de três dias de uma visita oficial aos Estados Unidos para participar na 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), e começou a agenda com um encontro de cerca de meia hora com António Guterres.
No final, em declarações à comunicação social, classificou o encontro “muito interessante e importante” para fazer uma avaliação da fase final do mandato do secretário-geral António Guterres, que termina em dezembro dez anos à frente da ONU, quase coincidindo com o início de funções de Portugal como membro não permanente do Conselho de Segurança nos próximos dois anos, em janeiro.
“Quero aqui destacar que o secretário-geral das Nações Unidas, o engenheiro António Guterres, é mesmo hoje a grande referência moral das nações e da concertação das nações a nível mundial, pelo esforço que tem feito para garantir o cumprimento do direito internacional, da Carta das Nações Unidas, do direito humanitário”, afirmou, enaltecendo a sua preocupação também com “os grandes desafios da humanidade para o futuro”, como a transição climática, energética ou o desenvolvimento de todas as regiões.
Montenegro defendeu ser necessário sensibilizar os líderes políticos “para a necessidade de construírem pontes e se aproximarem, muitas vezes, de posicionamentos que são à partida divergentes”.
“E as Nações Unidas, infelizmente, nem sempre têm alcançado esse objetivo, mas não é por responsabilidade, nem por falta de esforço do secretário-geral. É mesmo por incapacidade de alguns de seus membros, e em particular de membros permanentes do Conselho de Segurança, o que não deixa de ser, naturalmente, muito, muito preocupante”, considerou.
Questionado se Portugal já definiu que candidato vai apoiar na sucessão a António Guterres, Montenegro respondeu negativamente, dizendo concordar que deveria ser uma mulher.
“Estamos, nesta fase, a fazer a apreciação desse processo. Há candidatos que estão pré-anunciados, há outros que deixaram de estar e se projetavam como possibilidades e, portanto, quando sentirmos que esse processo está estabilizado, tomaremos a nossa posição”, disse.
Questionado se irá votar para que haja uma mulher, pela primeira vez, à frente da ONU, respondeu: “Nós já manifestámos a nossa concordância de que isso possa acontecer”.







