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Este fim de semana, há pão nos fornos e folclore nas ruas de Vila Cova à Coelheira

10.ª edição do Festival do Pão e 41.ª do Festival de Folclore juntam gastronomia e música, com Quim Roscas e Zeca Estacionâncio e Jorge Guerreiro em destaque

Em Vila Cova à Coelheira, concelho de Vila Nova de Paiva, a tradição começa no forno e acaba, muitas vezes, numa mesa cheia. O pão e as famosas bôlas são os protagonistas de um festival que há uma década celebra os sabores da terra, lado a lado com um Festival de Folclore que já conta 41 edições.

Este fim de semana, a localidade volta a abrir as portas dos seus fornos comunitários para receber visitantes, mostrar como se amassa e coze o pão e, claro, provar aquilo que sai quente da lenha. À mesa juntam-se ainda as tasquinhas, os produtos regionais e o artesanato local.

“Temos muita gente que vem ver o folclore, mas a maior parte vem porque gosta mesmo daquilo que nós melhor fazemos em Vila Cova à Coelheira, que é o pão e a nossa bôla de chichos”, adiantou Fernando Pinto, presidente da junta de freguesia, ao Diário de Viseu.

A preparação já começou. Nos fornos, o trabalho é feito com antecedência para garantir que, quando chegarem os visitantes, haja pão e bôlas para provar. Mas a experiência não se fica pela compra de um produto numa banca.

Uma das imagens de marca do festival é precisamente a possibilidade de entrar nos fornos comunitários, acompanhar todo o processo e perceber como a tradição se mantém viva. “Gostamos que as pessoas participem. Mostramos como se põe o pão no forno, como se amassa, como se tira e depois há a prova das bôlas”, explicou o autarca.

Festival Pão Vila Cova Coelheira
Pão, bôlas e outros sabores tradicionais fazem parte da oferta gastronómica do festival

Um programa de tradição

O programa distribui-se pelos dois dias e procura juntar a componente cultural à animação. No sábado, o programa arranca às 14h00 com a abertura do Festival do Pão, ao som dos Bombos de Pendilhe.

Seguem-se, às 15h00, a desgarrada de Gonçalo Moreira & Pedro Mendes, os Malamados, às 16h00, Martim, às 18h00, com “Bota Fogo no Terreiro”, e, já à noite, Quim Roscas & Zeca Estacionâncio, às 21h30. O DJ Verylight encerra a noite, a partir da meia-noite.

O domingo é dedicado ao folclore, com a realização da 41.ª edição do festival, um dos momentos que habitualmente leva mais público a Vila Cova à Coelheira. Jorge Guerreiro é o nome em destaque na programação musical, num dia que conta ainda com Gonçalo Malhada, Cinfarra e Eukestra do Forrobodó, além da Fanfarra Carnavalesca Tourense.

“É um festival que já tem uma dimensão regional e distrital”, considerou o presidente da junta. A expectativa é, por isso, de mais uma edição com muita gente. Alguns chegarão pelo folclore, outros pela música, outros ainda pelas tasquinhas e pelo artesanato. Mas haverá quem chegue simplesmente pelo cheiro a pão acabado de cozer.

“Convidamos toda a gente a vir nos dias 12 e 13. Temos gastronomia, artesanato, tasquinhas, comida regional e, sobretudo, a possibilidade de entrar nos fornos, conhecer esta tradição e provar a nossa bôla de chichos”, deixou o convite. 

Setembro 10, 2026 . 12:15

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