
Projeto BIOsCherry quer aumentar produção e qualidade da cereja
O projeto BIOsCherry quer aumentar a sustentabilidade, a produtividade e a qualidade da produção de cereja e vai testar bioestimulantes em cerejais transmontanos e do Fundão, anunciou hoje a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Em comunicado, a academia localizada em Vila Real referiu que o projeto BIOsCherry – Inovação e Sustentabilidade na Produção de Cereja com Bioestimulantes Naturais aposta na valorização de recursos endógenos para desenvolver soluções inovadoras para a produção de cereja e é financiado pela Fundação “la Caixa”.
O financiamento total do projeto é de 307 mil euros, tendo arrancado em janeiro com uma duração de 36 meses.
Coordenado pela investigadora Berta Gonçalves, do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB) da UTAD, o projeto tem como objetivo conceber novos produtos-protótipo para “ajudar as cerejeiras a responder melhor a condições ambientais adversas, aumentando a sua tolerância a diferentes stresses, contribuindo assim para melhorar a produtividade e a qualidade dos frutos”.
Os bioestimulantes mais promissores serão testados em cerejais de Trás-os-Montes e do Fundão, onde, segundo a UTAD, “será avaliado o seu impacto na fisiologia das árvores, na adaptação às condições ambientais e na produtividade e qualidade das cerejas”.
Os bioestimulantes são produtos ou substâncias de origem natural que ajudam a planta a crescer, desenvolver-se e produzir frutos de melhor qualidade.
No entanto, embora desenvolvidos sobretudo para a cultura da cerejeira, a academia explicou que estes bioestimulantes apresentam também potencial de aplicação futura noutras fruteiras, como a macieira, a pereira e o pessegueiro.
A universidade disse ainda que, com o projeto BIOsCherry, o CITAB reforça “a investigação orientada para soluções de base natural capazes de apoiar a adaptação da agricultura às alterações climáticas, conjugando inovação, economia circular e valorização dos recursos endógenos”.
Portugal produz cerca de 20.000 toneladas de cerejas por ano, destacando-se o Fundão, Resende e Penajóia como as principais regiões de produção.








