
Autarquia vai distribuir 20 mil pulseiras que detetam "droga da violação"
A Câmara de Loures vai distribuir 20 mil pulseiras que permitem detetar a presença de determinadas substâncias usadas na adulteração de bebidas, nomeadamente a “droga da violação”, divulgou hoje a autarquia do distrito de Lisboa.
Em causa estão as pulseiras Celentis, que detetam a presença da substância GHB, conhecida popularmente como “droga G ou droga da violação”, uma vez que o seu consumo pode originar sintomas como perda de coordenação, tonturas, amnésia e perda de consciência.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Loures, Ricardo Leão (PS), explicou que a iniciativa resulta de uma parceria entre a autarquia, a Polícia de Segurança Pública e a promotora Desert Rain, tendo início no sábado, com a distribuição das primeiras cinco mil pulseiras, durante o concerto de Carl Cox, no Parque Papa Francisco.
“No sábado vai estar um técnico da Câmara à porta do recinto a fazer a entrega das pulseiras a quem, obviamente, as quiser colocar. É uma ideia pioneira e tenho a certeza de que vai ser replicada por outras câmaras”, sublinhou o autarca.
Segundo explicou, as pulseiras permitem testar bebidas com ou sem álcool através da colocação de uma gota numa das zonas reativas, sendo uma mudança de cor que alerta para a possível presença de GHB.
“Já me perguntaram se esta iniciativa é uma reação a um conjunto de situações que possam ter ocorrido, mas não. Não temos registo de nenhuma ocorrência. No entanto, entendemos que é uma medida muito boa”, apontou.
A distribuição das pulseiras representa um investimento total de 22 mil euros, repartidos de igual forma pela Câmara de Loures e pela Desert Rain.
“Não é pelo montante financeiro. É pela importância e pela repercussão que pode vir a ter no resto do país e o sentimento de segurança que todos passamos a ter naquilo que é um ato de prevenção”, apontou.
Ricardo Leão admitiu que, depois de avaliados os resultados desta campanha, que decorrerá durante o resto deste ano, o município possa voltar a distribuir pulseiras noutras iniciativas durante 2027.
Estas pulseiras foram desenvolvidas em 2025 pelo investigador Carlos Lodeiro Espiño, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCT), em conjunto com a Universidade de Valência e a empresa espanhola Celentis.








