
Escola Profissional Mariana Seixas sob um olhar feminino
É com um balanço “bastante positivo” que Rui Silva se despede da Escola Profissional Mariana Seixas. “Durante estes quatro anos conseguimos apetrechar a escola com equipamentos no valor de três milhões de euros, no âmbito dos CTE, consolidámos a oferta formativa, aumentámos o número de alunos e de turmas com a expetativa de abrirmos mais duas neste novo ano letivo”, começou por afirmar Rui Silva ao Diário de Viseu. Respostas que podem surgir nas áreas de estética e cabeleireiro e que podem marcar a extensão da Escola Mariana Seixas a novos espaços da rua Direita.
Assumindo que se tratou de um trabalho de continuidade das anteriores direções, que também integrou, Rui Silva acredita que as pessoas não devem estar agarradas aos cargos nem aos lugares. E desta forma decidiu abraçar novos desafios.
“Já não era para ter ficado estes quatro anos. Mas como o Nuno achou por bem deixar a direção, tendo abraçado também outro desafio, eu assumi aquela que considero ter sido uma fase de transição”, afirmou. Acrescentando que “a EPMS fica bem entregue à Cristina Varandas, ao Pedro Martins e à Tânia Ferreira. “São as pessoas certas para dar continuidade ao projeto e abraçarem novos desafios num futuro muito promissor”, garantiu.
Instalada num edifício histórico que foi criando alguns constrangimentos, obrigando desde o início a uma readaptação do espaço feita com algum engenho e arte, a escola entra agora num ciclo de grande inovação com a abertura dos dois CTE. Dois projetos que equipam a escola com tecnologia de ponta e a colocam na vanguarda da formação nas áreas Industrial e Informática.
“Enche-me de orgulho que esta equipa tenha conseguido alcançar um patamar tão elevado para a nossa escola, colocando ao dispor de professores e formandos, equipamentos que ainda nem sequer existem nas empresas ou no mercado”, reforçou Rui Silva.
“Um grande desafio e uma grande responsabilidade”
E é exatamente num momento de transição que marca o presente mas que vai definir o futuro que Cristina Varandas assume a presidência da direção da escola.
Considerando-o um “grande desafio, mas também uma grande responsabilidade”, reconhece tratar-se de “uma transição natural, porque é de continuidade. “É uma transição de continuidade, pois não partimos do zero. Temos hoje equipamentos únicos que são uma grande mais-valia para todos nós”, sublinhou Cristina Varandas, a primeira mulher a assumir o cargo.
. “Eu não diria que este é um novo ciclo, porque a escola sempre se destacou por inovar, sobretudo, pedagogicamente. E neste momento temos as ferramentas certas para inovar também ao nível tecnológico”, sublinhou.
E não apenas pela capacidade tecnológica, mas também humana. Capacidade que justificam hoje a necessidade de alargar os espaços para dar resposta ao crescimento em número de alunos, de turmas e de áreas de formação. O que poderá acontecer com a ocupação de espaços devolutos na rua Direita.
Considerando que há abertura por parte da câmara municipal, com quem já reuniram, bem como a colaboração de outras entidades, Cristina Varandas reforçou “a vontade de manterem a proximidade com a comunidade, as empresas e as diversas entidades” que recebem os alunos em estágios e reconhecem a qualidade da sua formação.
Um trabalho de continuidade
Quem garante que o trabalho será de continuidade é também Tânia Ferreira e Pedro Martins que assumem, com Cristina Varandas, mas também com toda a comunidade educativa, a tarefa de concretizar na prática o projeto dos dois CTE.
“A ex-direção fez um trabalho excelente mas não teve tempo de o concretizar. Nós vamos continuar a crescer e levar o projeto para a frente”, sublinhou Tânia Ferreira.
Uma promessa igualmente assumida pelo Pedro Martins, que já fazia parte da direção anterior. “Vamos levar este projeto para a frente com a envolvência de toda a comunidade, com novas parcerias e com muitos desafios também”.







