
Cheia devastadora no Nepal provoca 955 mortos e 4.471 desaparecidos
As autoridades do Nepal elevaram o balanço provisório da cheia devastadora ocorrida na quarta-feira na fronteira com a China para 939 mortos e 3.925 desaparecidos.
Os meios de comunicação estatais da China relataram 16 mortos e 546 desaparecidos do lado do Tibete, elevando o total provisório de vítimas da catástrofe para 955 mortos e 4.471 desaparecidos.
O balanço anterior registava 919 mortos e 4.793 pessoas por localizar.
Entre os desaparecidos no Nepal, encontram-se peregrinos e turistas de mais de três dezenas de países, incluindo três portugueses, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa.
Na China, há um português entre os desaparecidos no Tibete, numa lista que inclui 261 pessoas de 23 países.
O chefe de uma das equipas de resgate no Nepal referiu à agência francesa AFP que "as dificuldades são consideráveis", destacando a destruição de estradas e infraestruturas, a falta de efetivos e de meios, nomeadamente aéreos.
O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, afirmou que o país enfrenta "um desastre natural de uma dimensão inimaginável e dolorosa" e acrescentou: "Mas avançamos com determinação para proteger a vida dos cidadãos".
O Presidente da China, Xi Jinping, que se encontra no Quirguistão, assegurou que as autoridades chinesas estão a fazer tudo o que é possível para encontrar os desaparecidos na enxurrada.
Xi Jinping declarou, citado pela agência espanhola EFE, que "a China tem a capacidade e a confiança para superar o desastre e reconstruir as áreas afetadas".







