
Prisão preventiva para suspeitos de fogos na Régua e em Sabrosa
Um dos homens, com 53 anos, é suspeito de ter ateado pelo menos cinco incêndios florestais em Moura Morta e, depois de detido pela PJ, foi presente na segunda-feira no Tribunal da Régua que lhe aplicou a medida de coação mais grave, a prisão preventiva.
A Judiciária disse, em comunicado, que a investigação começou no dia 25 de julho e incidiu sobre 15 fogos florestais ocorridos na zona de Moura Morta, com recurso ao mesmo método e que, até ao momento, foram recolhidos elementos que “indiciam fortemente” o detido como sendo o autor de pelo menos cinco desses fogos.
A PJ acrescentou que os incêndios terão sido provocados mediante a utilização de chama direta sobre vegetação seca, em locais integrados ou confinantes com áreas florestais e terrenos agrícolas, situados nas proximidades de habitações, criando condições propícias à rápida propagação das chamas.
Nas datas das ocorrências, o indicador denominado perigo de incêndio rural (PIR), no concelho de Peso da Régua, oscilou entre os níveis muito elevado e máximo.
Também em prisão preventiva ficou um outro homem, de 64 anos, detido pela PJ na sexta-feira e que é suspeito de ter ateado um incêndio florestal com recurso a velas de cera, colocadas na floresta, no concelho de Sabrosa.
A PJ disse, em comunicado, que o incêndio aconteceu na quarta-feira e terá sido provocado mediante a utilização de velas de cera, colocadas no interior da mancha florestal e em zona de carga vegetal seca.
Sublinhou ainda que foi “graças à pronta intervenção dos bombeiros e meios aéreos”, que “o incêndio apenas consumiu uma área de cerca de cinco 5.000 metros quadrados de pinhal, mato, alguns castanheiros e parcelas de terreno agrícola”.
Ambas as investigações prosseguem sob a direção do Ministério Público.








