
Mulheres passam a poder a ascender ao trono do Liechtenstein
O príncipe herdeiro Alois anunciou a mudança no seu discurso de comemoração do dia nacional do país, e afirmou que a medida foi aprovada na quarta-feira passada, pela maioria de dois terços necessária, dos membros da família com direito de voto em tais assuntos.
"A capacidade de combinar continuidade e renovação é também um princípio que cultivamos dentro da casa real", disse Alois, segundo o texto do seu discurso publicado no "site" da casa real, acrescentando: "na nossa história secular, tem sido benéfico tomar decisões de forma ponderada e a longo prazo".
"A linha de sucessão será ajustada da primogenitura masculina para a primogenitura absoluta", explicou Alois. "Isto significa que, no futuro, o primogénito, independentemente do sexo, passará a ser o herdeiro do trono e, mais tarde, o príncipe ou princesa do Liechtenstein".
A mudança não deverá afetar a linha de sucessão ao trono num futuro próximo.
O príncipe Hans-Adam II mantém-se como chefe de Estado, mas em 2004 transferiu a maior parte dos seus poderes para Alois, o seu filho mais velho, com 58 anos, em consonância com a tradição dos monarcas do Liechtenstein, de ceder o poder aos seus herdeiros.
O mais velho dos quatro filhos do príncipe Alois é o príncipe Joseph Wenzel, de 31 anos.
O Liechtenstein, uma nação rica com 40.000 habitantes que faz fronteira com a Suíça e a Áustria, tem uma monarquia excecionalmente poderosa para os padrões europeus, noticia a Associated Press. O príncipe reinante tem o poder de vetar resultados de referendos, nomear juízes e demitir o Governo.
O país, tradicionalmente conservador, em 1984 tornou-se o último país europeu a conceder às mulheres o direito de voto nas eleições nacionais. Os eleitores do sexo masculino aprovaram por uma pequena margem a mudança, que Hans-Adam tinha apoiado, num referendo.
No ano passado, Brigitte Haas tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra.









