
Espanha diz ter controlado crise migratória em Ceuta em 24 horas
O ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, disse hoje que a situação em Ceuta foi revertida “em 24 horas”, após a entrada irregular de mais de 50 mil pessoas provenientes de Marrocos, a nado.
Segundo o governante, aquela cidade autónoma no continente africano está a retomar a normalidade, sublinhando que seria “muito difícil” para outros países fazer o que Espanha fez “com a mesma eficácia”.
Em declarações aos jornalistas após uma reunião com o delegado governamental em Ceuta, Miguel Ángel Pérez, e comandos da polícia e da Guarda Civil, o ministro sublinhou a colaboração com as autoridades marroquinas e criticou “a posição egoísta, nada solidária e pouco responsável” de alguns países, sem concretizar.
“O principal é que quase todos já saíram, e agora há uma razoável normalidade. Num breve espaço de tempo, esperamos ter a normalidade absoluta”, disse.
Lembrando que Espanha auxiliou noutras crises migratórias, como na Europa de Leste em 2021 ou em Lampedusa, em Itália, em 2023, posicionou o país como “perfeitamente aliada na luta contra a imigração irregular”, mesmo que “a vontade primária seja salvar vidas”, numa declaração em que elevou para 67 o número de cadáveres recuperados após a travessia tentada por milhares de pessoas nos últimos dois dias.
Segundo Marlaska, nenhuma das pessoas que entrou de forma irregular em Ceuta “tem qualquer opção de regularização”, e que “em menos de 24 horas a maioria retornou à origem”.
O ministro salientou “a vanguarda” da polícia migratória, que disse ter ajudado a reduzir em mais de 40% as entradas irregulares em Ceuta, uma cidade que, lembrou, não faz parte do espaço Schengen.
Sobre Marrocos, além de salientar a cooperação, frisou que este país “não é nenhuma ameaça, nem para Ceuta nem para o resto de Espanha”, sem definir o número concreto de entradas irregulares naquela cidade desde quinta-feira, estimando num valor entre as 50 mil e as 60 mil pessoas.









