
Pai detido em Viseu por suspeitas de abusar sexualmente da filha de 12 anos
Um homem de 31 anos ficou em prisão preventiva por ser suspeito de abusos sexuais à filha de 12 anos. Os abusos aconteciam há dois anos em casa da família, em Viseu
Em comunicado a Polícia Judiciária explica que “deteve um homem de 31 anos pela presumível prática de vários crimes de abuso sexual de crianças, ocorridos na zona de Viseu, de que foi vítima a sua filha, uma menina de 12 anos”.
No mesmo comunicado enviado ao Diário de Viseu, é explicado que “a criança acabou por relatar os abusos junto da comunidade escolar, vindo a ser apresentada denúncia na GNR, que de imediato ativou a Judiciária”.
Ao Diário de Viseu, fonte da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária, que acompanha este caso, explicou que o indivíduo foi detido no dia 28 e presente no dia seguinte ao juiz que decretou a sua prisão preventiva.
E os contornos deste caso não são diferentes todos os outros que envolvem crianças. Separado da mãe da menina, mas a viverem na mesma casa por questões económicas, o indivíduo trabalha numa empresa ligada ao setor automóvel e não tem antecedentes criminais.
A mesma fonte da Judiciária, sublinhou que “os abusos já duravam há dois anos, sendo cometidos em casa quando, normalmente no quarto da menina e quando a mãe estava ausente”.
“Como normalmente acontece neste tipo de casos ou em situações similares, os abusos começam cedo e à medida que vão crescendo, as crianças vão ganhando consciência dos abusos e do errado da situação e é neste quadro que ela acaba por confidenciar na escola”, conta a mesma fonte ao Diário de Viseu, sublinhando que normalmente estes casos não são relatados as mães por receio ou vergonha.
Quantos estas situações são contadas na escola, esta comunica-os sempre à GNR ou PSP que, por sua vez alertam a Polícia Judiciária. Questionado sobre a forma como a comunicação social pode ajudar na sensibilização para estas situações, o mesmo responsável reconheceu que são questões muito complicadas, tendo em conta até o facto de acontecerem no seio da família.
“Estes são os abusos clássicos que normalmente acontecem em segredo e em silêncio”, reconhece, adiantando que “também é frequente este tipo de revelação acontecer na escola, a professores com quem sentem maior confiança”. E são geralmente estes que dão a informação para as forças de segurança mais próximas. Daí ser essencial existir uma boa articulação entre as escolas e as CPCJ para que sempre que haja uma suspeição esta possa ser comunicada às forças de segurança. “Mesmo que os indícios sejam mínimos devem ser comunicados imediatamente”, alertou.
O inquérito é titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Viseu.
(Atualizada Às 17h00)








